O ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Valá, defendeu que a conservação das florestas e da biodiversidade deve, além de proteger os recursos naturais, criar negócios, emprego e rendimento para as famílias moçambicanas, sobretudo nas zonas rurais.
Em declarações à imprensa, à margem do Fórum Agro-Alimentar Moçambique-Portugal, realizado esta quinta-feira (30), em Maputo, o governante afirmou que o País está a implementar programas de reflorestamento, conservação ambiental, combate à erosão e protecção dos mangais e da biodiversidade.
“Moçambique é um país com grande potencial em termos de biodiversidade”, afirmou, sublinhando que dispõe igualmente de um vasto território com condições para a criação e expansão de áreas de conservação.
Segundo o governante, a preservação dos recursos naturais pode constituir um motor de desenvolvimento económico, gerando rendimento, emprego e novas oportunidades para as comunidades locais, para além do seu valor ambiental.
“Isso é um elemento importante não só para a conservação da natureza, mas também para negócios, para obter renda, criação de novas oportunidades de emprego e geração de outras oportunidades económicas, sociais e culturais para as famílias”, declarou.
Salim Valá destacou, em particular, o potencial das zonas rurais, onde se concentram grande parte dos recursos naturais e das oportunidades ligadas ao desenvolvimento local.

Na sua perspectiva, iniciativas como o Fórum Agro-Alimentar Moçambique-Portugal devem aproximar instituições e empresas e facilitar a partilha de experiências que possam ser adaptadas aos dois países.
O ministro defendeu igualmente o reforço da cooperação entre Moçambique e Portugal nas áreas da produção, processamento, exportação e acesso aos mercados, envolvendo jovens empresários de ambos os países.
Ao abordar o papel da juventude, salientou que muitas das oportunidades associadas à valorização dos recursos naturais se encontram nas zonas rurais e que, para aproveitá-las, é necessário assegurar formação, mentoria, infra-estruturas, financiamento e acesso aos mercados.
Na sua opinião, esta articulação entre conservação, empreendedorismo e desenvolvimento local pode contribuir para criar emprego, aumentar o rendimento das famílias e reduzir a migração dos jovens para os centros urbanos.
O Fórum Agro-Alimentar Moçambique-Portugal, organizado pela Associação dos Jovens Agricultores de Portugal (AJAP), reuniu empresários, investigadores e representantes governamentais para debater oportunidades de cooperação entre os dois países.
A AJAP é uma organização privada sem fins lucrativos, reconhecida como instituição de utilidade pública e organização não-governamental para o desenvolvimento, que representa jovens empresários agrícolas portugueses e promove a internacionalização das empresas do sector, desenvolvendo actividade há mais de 40 anos na defesa dos jovens agricultores e do meio rural.
Texto: Felisberto Ruco



























































