A Organização Japonesa para os Metais e Segurança Energética (JOGMEC) vai investir até 33,9 milhões de dólares num projecto de exploração de terras raras pesadas na Namíbia, desenvolvido em parceria com a Toyota Tsusho, reforçando a estratégia do Japão para diversificar o abastecimento de minerais críticos face às restrições impostas pela China.
O Japão prepara-se para realizar o primeiro investimento numa mina de terras raras em África, através de um projecto na Namíbia destinado a reforçar o acesso a minerais críticos para as indústrias automóvel, tecnológica e da defesa.
Segundo um comunicado conjunto divulgado esta quinta-feira (30), citado pela Reuters, o investimento será efectuado pela Toyota Tsusho através da empresa TJ Namibia Rare Earths, criada para desenvolver o depósito de terras raras de Lofdal, na região de Kunene, no norte da Namíbia.
O projecto arrancou em 2020 como uma parceria entre a Organização Japonesa para a Segurança dos Metais e da Energia (JOGMEC) e a canadiana Namibia Critical Metals. Em Março deste ano, a Toyota Tsusho passou a integrar oficialmente o empreendimento, após adquirir parte da participação da JOGMEC através de um processo competitivo.
O depósito de Lofdal alberga importantes reservas de terras raras pesadas, incluindo disprósio e térbio, minerais essenciais para a produção de ímanes permanentes de elevado desempenho utilizados, entre outras aplicações, em motores de veículos eléctricos.
A JOGMEC e a Toyota Tsusho irão agora realizar um estudo de viabilidade através da nova empresa, com vista a tomar a decisão final de investimento e comercialização até ao final do ano fiscal japonês, em Março de 2027. O investimento inicial da JOGMEC foi efectuado em 23 de Julho.
A iniciativa integra a estratégia do Japão para reduzir a dependência das exportações chinesas de terras raras pesadas e de ímanes permanentes, depois de Pequim ter reforçado os controlos sobre estes materiais estratégicos, essenciais para diversas indústrias de alta tecnologia.
Desde Abril de 2025, a China impôs restrições à exportação de várias terras raras pesadas e dos respectivos ímanes. As limitações foram posteriormente agravadas para o mercado japonês em Janeiro e, por duas vezes, em Fevereiro, acelerando os esforços de Tóquio para diversificar as suas fontes de abastecimento.


























































