O barril de petróleo está a negociar com ganhos de quase 3% nesta quinta-feira, 30 de Julho, depois de já ter disparado cerca de 8% na sessão anterior, ultrapassando novamente a marca dos 90 dólares. As tensões continuam elevadas no Médio Oriente e, durante a madrugada, os Estados Unidos da América (EUA) voltaram a atacar uma série de alvos militares no Irão – deixando de lado a infra-estrutura crítica, com pontes ou centrais energéticas.
Nesta manhã, o Brent – crude de referência para a Europa – salta 2,70% para 93,19 dólares por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) – benchmark para os EUA – acelera 1,26% para 85,53 dólares. Por sua vez, o gás natural negociado em Amesterdão perde 0,7% para 60,12 euros por megawatt hora.
“Os mercados precipitaram-se nas esperanças de uma paz renovada, especialmente tendo em conta a insistência do Irão em controlar o Estreito de Ormuz no âmbito de qualquer eventual acordo”, afirma Bart Melek, director global de Estratégia de Matérias-Primas da TD Securities, à Bloomberg. “Continuamos a assistir a uma redução dos fluxos e a um aperto global do mercado energético”, acrescenta.
O mercado energético tem-se visto a braços com uma grande onda de volatilidade esta semana. A interrupção dos ataques no fim-de-semana passado deu esperanças aos investidores de que as negociações de paz poderiam retomar, após um período de hostilidades entre EUA e Irão. Donald Trump, Presidente norte-americano, chegou até a mostrar disponibilidade para voltar a sentar-se à mesa com Teerão, mas tudo parece ter voltado a cair por terra após uma nova onda de ataques nos últimos dois dias.
O conflito também está a alastrar-se. O grupo rebelde Houthis estão a atacar navios que carreguem crude saudita no Mar Vermelho e a própria Arábia Saudita juntou-se aos EUA para uma ofensiva coordenada no Iraque, contra o que chamaram de “terroristas” apoiados pela República Islâmica.
Nos EUA, os stocks de crude atingiram o valor mais baixo desde 2018, reforçando os sinais de que o mercado está a sentir o impacto das disrupções no Médio Oriente. As travessias pelo Estreito de Ormuz continuam residuais, com apenas algumas embarcações a conseguirem atravessar com a localização desligada, enquanto, no Mar Vermelho, o tráfego atingiu mínimos de vários meses.





























































