O Governo estima arrecadar 14 mil milhões de dólares em receitas públicas ao longo da vida útil da futura Hidroeléctrica de Mphanda Nkuwa, um projecto de produção de energia eléctrica que será implantado no rio Zambeze, na província de Tete, 61 quilómetros a jusante da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB). Durante a fase de construção, o empreendimento deverá criar entre 6000 e 7000 postos de trabalho directos.
A informação consta de um comunicado do Gabinete de Informação (Gabinfo), segundo o qual a fase de desenvolvimento do projecto deverá estar concluída até 2028. O calendário prevê o início das obras em 2029 e a entrada em operação comercial da central em 2034.
Segundo o Executivo, o projecto continua a atrair o interesse de instituições financeiras internacionais e de parceiros estratégicos, criando condições para o fecho financeiro e o arranque da construção. O Governo garante ainda que as alterações registadas na composição do consórcio privado não comprometem o desenvolvimento do empreendimento nem o calendário previsto.
Entre os principais progressos destaca-se a conclusão do estudo de viabilidade da linha de transporte de energia entre Tete e Maputo. De acordo com o Gabinfo, esta infra-estrutura será essencial para abastecer os principais centros de consumo do País, reforçar a segurança energética e aumentar a capacidade de exportação de electricidade para os mercados da região.
O projecto prevê a construção de uma central hidroeléctrica com uma capacidade instalada de 1500 megawatts (MW) e de uma linha de transporte de energia em alta tensão com cerca de 1300 quilómetros, ligando Tete a Maputo. Segundo dados actualizados do Governo, o investimento necessário está estimado entre 6 e 7 mil milhões de dólares.
No âmbito da estrutura accionista do projecto, o Executivo autorizou, em Julho de 2025, a Electricidade de Moçambique (EDM) e HCB a adquirirem até 15% cada do capital social da futura central. Na altura, o projecto estava avaliado em cerca de 4,5 mil milhões de euros, enquanto os restantes 70% do capital pertenciam a um consórcio liderado pela empresa francesa EDF, que integra igualmente a francesa TotalEnergies e a japonesa Sumitomo Corporation.
O consórcio assinou, em Dezembro de 2023, os acordos para a implementação do empreendimento com o Governo. Posteriormente, em Outubro de 2025, foi aprovada a concessão para a concepção, construção e exploração da futura central hidroeléctrica. Em Dezembro do mesmo ano, o Reino Unido anunciou um apoio de cerca de 424 mil euros para reforçar a assistência técnica ao desenvolvimento do projecto.
Fonte: Lusa





























































