O MicroBanco Sólido completou o primeiro ano de actividade e prepara uma nova fase de crescimento, marcada pela expansão da presença no mercado, pelo reforço dos serviços digitais e por uma estratégia de internacionalização a médio prazo. A instituição considera concluída com sucesso a fase inicial de implementação e pretende afirmar-se como uma referência na promoção da inclusão financeira em Moçambique.
Segundo um comunicado enviado ao DE, durante a cerimónia que assinalou o primeiro aniversário do MicroBanco Sólido, o presidente da Comissão Executiva (CEO), Jerson Tembe, afirmou que, apesar do curto período de funcionamento, a instituição conseguiu lançar as bases de um projecto assente na inovação, na proximidade aos clientes e na expansão do acesso aos serviços financeiros.
De acordo com o responsável, o primeiro ano de actividade foi marcado pelos desafios próprios de uma instituição em fase de arranque, desde a obtenção das autorizações necessárias junto das entidades reguladoras até à disponibilização gradual de novos produtos e serviços. Jerson Tembe sublinhou que a confiança de clientes, parceiros e colaboradores foi determinante para consolidar a operação e preparar a próxima fase de crescimento.
A transformação digital constitui um dos principais pilares da estratégia do MicroBanco Sólido. O CEO explicou que a actividade começou com processos maioritariamente presenciais, mas evoluiu rapidamente para a implementação de soluções digitais, incluindo o lançamento da plataforma de Internet Banking, com o objectivo de tornar os serviços financeiros mais acessíveis.
Além da digitalização, o banco pretende apoiar a formalização da economia através de iniciativas dirigidas a pequenos empreendedores e comerciantes informais. Entre as medidas previstas estão a facilitação da abertura de contas, o apoio à organização dos negócios e a integração destes operadores no sistema financeiro formal.
Para a próxima fase, Jerson Tembe revelou que a prioridade passa pela expansão da presença da instituição através de uma rede de agentes bancários em todo o País, privilegiando este modelo de proximidade em detrimento da abertura de novas agências físicas.
“O nosso sonho nunca foi construir apenas um banco nacional. Queremos criar uma instituição capaz de competir além-fronteiras e levar a marca Sólido para outros mercados”, afirmou.
O responsável defendeu ainda que o crescimento do MicroBanco Sólido não deve ser avaliado apenas pelos resultados financeiros, mas também pelo impacto gerado nas comunidades, nas pequenas empresas e junto dos jovens empreendedores. Nesse sentido, reafirmou o compromisso da instituição com a promoção da inclusão financeira e o desenvolvimento económico.
Presente na cerimónia, o ministro da Juventude e Desportos, Caifadine Manasse, classificou o MicroBanco Sólido como um exemplo do potencial empreendedor da juventude moçambicana. O governante recordou que acompanhou o percurso de Jerson Tembe desde a fase em que o projecto era apenas uma ideia, destacando a sua evolução para uma instituição financeira em actividade.
Na ocasião, Caifadine Manasse apelou aos jovens para aproveitarem os programas públicos de financiamento e capacitação disponíveis, incluindo o Fundo de Apoio às Iniciativas de Desenvolvimento Local (FIDEL), o programa Acredita Emprega e outras linhas de apoio destinadas à criação de negócios e de emprego. Segundo o ministro, o Governo continua empenhado em criar condições para que mais jovens desenvolvam actividades económicas sustentáveis, criem empresas e gerem postos de trabalho.




























































