O sistema moçambicano de pagamentos instantâneos Metix já processa mais de 11 mil transferências por dia, depois de ter triplicado o volume de operações desde a sua entrada em funcionamento, em Março de 2026, segundo dados divulgados pelo Banco de Moçambique (BdM).
De acordo com a Lusa, a informação consta do comunicado publicado após a reunião do Comité de Política Monetária (CPMO), realizada na quarta-feira (30), em Maputo. O BdM considera que a nova plataforma está a contribuir para o crescimento das transacções financeiras digitais no País.
“A implementação do sistema de pagamentos instantâneos (Metix) dinamiza as transacções financeiras”, refere o BdM, acrescentando que se observa “uma tendência de aumento de uso deste sistema, o que evidencia maior preferência pela realização de transferências interbancárias de forma imediata, cómoda e gratuita”.
Segundo o documento, “desde a sua entrada em produção, em Março de 2026, o número de transferências triplicou para mais de 11 mil por dia”. O Metix foi lançado a 16 de Março pelo governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, no quadro da modernização do Sistema Nacional de Pagamentos. Na ocasião, o responsável explicou que a plataforma permitiria realizar transferências entre contas bancárias em poucos segundos e sem cobrança de comissões aos particulares.
Desenvolvido durante cerca de dois anos, o sistema funciona 24 horas por dia e sete dias por semana. As transferências podem ser efectuadas através das aplicações móveis e páginas electrónicas dos bancos, assim como por canais USSD, disponíveis em qualquer telemóvel e sem necessidade de ligação à Internet.
A plataforma é operada pela Sociedade Interbancária de Moçambique (SIMO) e integra bancos, microbancos, instituições de moeda electrónica e outros prestadores de serviços de pagamento autorizados pelo banco central. A participação das carteiras digitais no sistema é obrigatória.
O CPMO indica igualmente que os níveis de inclusão financeira em Moçambique continuam a aumentar, impulsionados pela digitalização dos serviços e pela expansão das instituições de moeda electrónica. “Entre Dezembro de 2024 e Maio de 2026, o número de pontos de acesso aos serviços financeiros aumentou em 47,0%, reflectindo, principalmente, o crescimento de agentes de moeda eletrónica em 54,0%”, aponta o comunicado.
No mesmo período, o número de contas de moeda electrónica cresceu 18,0%, “evidenciando a crescente utilização dos serviços financeiros digitais pela população adulta”. “Este desempenho decorre, entre outros, do impacto da interoperabilidade entre as instituições de moeda electrónica, bancos, microbancos e demais prestadores de serviços de pagamento, através da SIMOrede”, acrescenta o BdM.
O País conta com 15 bancos comerciais e 12 microbancos, além de cooperativas de crédito, organizações de poupança e crédito e outras instituições financeiras. No início deste ano, o País tinha mais de 25 milhões de contas de carteiras móveis digitais e três instituições de moeda electrónica: M-Pesa, e-Mola e M-Kesh. As plataformas pertencem às três operadoras de telecomunicações móveis e permitem efectuar transferências de dinheiro e pagamentos de serviços através do telemóvel.




























































