A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) registou um lucro líquido de 2,05 mil milhões de meticais (32,1 milhões de dólares) em 2025, traduzindo-se num crescimento de 17,8% face aos 1,7 mil milhões de meticais (26,7 milhões de dólares) alcançados em 2024. Segundo o relatório de contas da empresa, consultado pelo DE, o desempenho financeiro evidencia a capacidade da empresa estatal de manter resultados positivos num período considerado estratégico para o avanço dos projectos de petróleo e gás em Moçambique.
O aumento dos lucros foi acompanhado por uma evolução positiva das receitas operacionais da ENH. Em 2025, as vendas e prestações de serviços totalizaram 1,91 mil milhões de meticais (30 milhões de dólares), acima dos 1,77 mil milhões de meticais (27,7 milhões de dólares) registados no ano anterior. Depois de descontados os custos dos inventários vendidos ou consumidos, avaliados em 746 milhões de meticais (11,7 milhões de dólares), a empresa alcançou uma margem bruta de 1,17 mil milhões de meticais (18,4 milhões de dólares).
A margem bruta registada em 2025 representou uma melhoria em relação aos 1,07 mil milhões de meticais (16,8 milhões de dólares) alcançados em 2024, demonstrando um reforço da capacidade de geração de receitas da empresa. No entanto, os custos operacionais associados à gestão e expansão das actividades da ENH resultaram num resultado operacional negativo de 1,05 mil milhões de meticais (16,4 milhões de dólares), cenário que foi compensado pelos ganhos financeiros obtidos ao longo do período.
Em 2025, a ENH registou rendimentos financeiros de 3,30 mil milhões de meticais (51,7 milhões de dólares), contra 2,88 mil milhões de meticais (45,2 milhões de dólares) no exercício anterior. Estes ganhos permitiram superar os gastos financeiros de 218,4 milhões de meticais (3,4 milhões de dólares), contribuindo para que a empresa alcançasse um resultado antes de impostos superior a 2 mil milhões de meticais (31,8 milhões de dólares).
A administração da ENH considera que os resultados alcançados reforçam a confiança na estabilidade financeira e na continuidade das operações da empresa no curto e longo prazo. Na Declaração de Responsabilidade da Administração, a liderança executiva afirmou que “os administradores fizeram uma avaliação da capacidade de a empresa continuar a operar no futuro próximo, com a devida observância do pressuposto da continuidade, e não têm motivos para questionar este pressuposto”.
A posição financeira da empresa foi também validada pela auditoria externa independente realizada pela Deloitte. No relatório de auditoria, a firma concluiu: “Na nossa opinião, as demonstrações financeiras anexas apresentam de forma apropriada, em todos os aspectos materiais, a posição financeira da ENH em 2025 e o seu desempenho financeiro e fluxos de caixa relativas ao ano”.
O relatório financeiro da ENH apresenta igualmente alterações nos critérios contabilísticos utilizados para avaliar os investimentos financeiros da empresa. A petrolífera estatal explicou que “durante o exercício de 2025, foi revisto o método de determinação do justo valor dos investimentos financeiros”, passando a adoptar o método dos fluxos de caixa descontados, baseado nas projecções financeiras de cada negócio. Segundo a empresa, esta abordagem permite reflectir com maior precisão as características económicas, operacionais e o período esperado de geração de fluxos de caixa das entidades participadas.
Com o desempenho registado em 2025, o capital próprio total da ENH atingiu 19,3 mil milhões de meticais (302,9 milhões de dólares), evidenciando uma estrutura patrimonial robusta. No mesmo período, a empresa declarou dividendos no valor de 1,10 mil milhões de meticais (17,2 milhões de dólares), mantendo o seu papel estratégico no sector de petróleo e gás e na contribuição para o desenvolvimento económico de Moçambique.




























































