O ouro está a negociar com um ligeiro avanço nesta quarta-feira, 29 de Julho, num dia em que a guerra está de volta ao Médio Oriente, depois de os Estados Unidos da América (EUA) e do Irão terem trocado ataques durante a madrugada. Os investidores estão ainda a ajustar posições em antecipação à reunião de política monetária da Reserva Federal (Fed) norte-americana, onde uma subida nas taxas de juro está longe de ser totalmente descartada.
Nesta manhã, o metal amarelo acelera 0,43% para 4045,38 dólares por onça, depois de ter caído mais de 1% na sessão anterior. O ouro tende a desvalorizar num ambiente de política monetária mais restritiva, uma vez que não rende juros. O mercado de swaps vê uma probabilidade de cerca de 30% de o banco central avançar com um aperto monetário.
“Esta é a maior incerteza que o mercado já registou quanto à possibilidade de a Fed alterar as taxas de juro na véspera de uma reunião desde Dezembro de 2018, altura em que o eventual aumento de 25 pontos base estava precificado em cerca de 65% na véspera”, explica Jim Reid, director de Research do Deutsche Bank, numa nota a que o jornal Negócios teve acesso.
Os decisores de política monetária devem mostrar-se divididos entre os mais recentes dados da inflação, que ficou abaixo das expectativas, e a mais recente escalada nos preços da energia que, apesar de ter conseguido algum alívio esta semana, continua a deixar as pressões inflacionistas elevadas.
Desde que o conflito no Médio Oriente estalou, o ouro já perdeu cerca de um quarto do seu valor. Apesar de o metal amarelo tender a valorizar num clima geopolítico mais adverso, uma vez que é tradicionalmente o activo-refúgio dos investidores, as disrupções no Estreito de Ormuz levaram a uma subida quase sem precedentes dos preços do crude e forçaram bancos centrais por todo o mundo a serem mais agressivos na hora de decidir sobre a política monetária.
























































