A Universidade de La Serena, no Chile, desenvolveu uma solução tecnológica de baixo custo que combina a Inteligência Artificial (IA), sensores inteligentes e sistemas automatizados para optimizar a irrigação agrícola. A iniciativa permitiu reduzir em 54% as perdas de água, apresentando-se como uma resposta inovadora à escassez hídrica e contribuindo, simultaneamente, para a formação de futuros técnicos agrícolas.
Denominado “Agricultura Inteligente para Melhorar a Produtividade”, o projecto recorre a sensores para monitorizar, em tempo real, a humidade do solo. Com base nos dados recolhidos, o sistema acciona automaticamente a irrigação apenas quando as culturas necessitam de água, reduzindo significativamente o desperdício e aumentando a eficiência na utilização dos recursos hídricos.
Segundo Humberto Farías, investigador da Universidade de La Serena e director do projecto, a iniciativa pretende democratizar o acesso à inovação tecnológica no sector agrícola. “Procuramos oferecer uma solução tecnológica de baixo custo que permita aos pequenos e médios produtores enfrentar a megasseca através da automatização da irrigação, apoiada em inteligência artificial e sensores”, afirmou.
O projecto está igualmente a ser introduzido em escolas agrícolas da região, onde serve de ferramenta de aprendizagem prática e aproxima os alunos de tecnologias cada vez mais procuradas pelo sector.
O governador regional de Coquimbo, Cristóbal Juliá, destacou o contributo da iniciativa para uma utilização mais eficiente da água, explicando que o sistema combina plataformas Arduino, sensores e inteligência artificial para monitorizar a humidade do solo e ajustar automaticamente a irrigação às necessidades das culturas.
Na mesma linha, a directora da Escola Agrícola Valle del Elqui, Cecilia Díaz, considerou que o projecto constitui uma oportunidade para preparar os alunos para os desafios da agricultura moderna, através do desenvolvimento de competências técnicas alinhadas com as exigências do mercado.
A Universidade de La Serena pretende agora alargar esta tecnologia a um maior número de estabelecimentos de ensino e explorações agrícolas, promovendo uma utilização mais sustentável da água e reforçando a capacidade de adaptação do sector agrícola às alterações climáticas.
Fonte: TV Brics



























































