O Governo reafirmou o compromisso de transformar a província do Niassa na capital agrícola de Moçambique, através da priorização de investimentos e da implementação de um plano estratégico de desenvolvimento agrário. A garantia foi dada pelo ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Albino, durante uma visita de trabalho à província.
O governante falava no último domingo (26), num encontro com membros do Governo provincial e empresários do sector do agro-negócio. Segundo Roberto Albino, a iniciativa faz parte das prioridades do Executivo para aumentar a produção agrícola e reforçar a segurança alimentar no País.
O plano prevê o aumento da produção de alimentos da cesta básica, incluindo cereais, leguminosas, feijões e soja. O Governo pretende igualmente apostar na avicultura, na pesca e nas culturas de rendimento, tanto tradicionais como emergentes, com destaque para o caju e a macadâmia.
“Niassa vai ser capital da agricultura, o que significa que é o local onde os recursos devem ser priorizados para fazer acontecer a produção em larga escala”, afirmou Roberto Albino. E acrescentou: “Mas isso só será possível se todos estivermos engajados para que esse objectivo seja alcançado”.
Segundo o ministro, o plano de acção para o desenvolvimento agrário do Niassa está estruturado para as próximas três campanhas agrárias. A estratégia prevê o envolvimento de diferentes intervenientes, que deverão contribuir com conhecimento técnico, experiência e capacidade profissional para alcançar as metas definidas.
Durante o encontro, a directora provincial da Agricultura e Pescas do Niassa, Flávia Langa, destacou que a província possui cerca de dez milhões de hectares de terra arável. Deste total, cerca de 2,8 milhões de hectares estão disponíveis para produção, enquanto aproximadamente 223 mil hectares possuem Direito de Uso e Aproveitamento da Terra (DUAT), podendo ser utilizados para o estabelecimento de parcerias.
Segundo Flávia Langa, o Niassa apresenta condições favoráveis para a produção de várias culturas agrícolas, incluindo milho, algodão, tabaco, soja, amendoim, batata-doce, batata-reno, mapira, feijão-nhemba, hortícolas, citrinos, manga, papaia, goiaba, ananás e caju. A responsável destacou também o potencial aquícola da província, estimado em cerca de 58 mil hectares de áreas adequadas para a produção de peixe.
Este potencial, explicou Flávia Langa, é favorecido pela existência de lençóis freáticos pouco profundos, nascentes permanentes, longos períodos de precipitação e solos argiloarenosos, condições consideradas favoráveis para o desenvolvimento da aquacultura.
A directora provincial sublinhou ainda que o Niassa dispõe de importantes recursos hídricos, incluindo os lagos Niassa, Amaramba, Chiuta e Chirua, bem como os rios Lugenda, Messalo, Rovuma e os seus afluentes. Estes recursos reforçam o potencial pesqueiro da província, que conta com diversas espécies de pescado.
Fonte: Agência de Informação de Moçambique (AIM)



























































