A Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) anunciou que Moçambique conta actualmente com uma população estimada em cerca de 22,7 mil elefantes, o que representa um crescimento de 50% em relação a 2018.
Segundo uma publicação do jornal O País, a actualização resulta do mais recente censo nacional de elefantes, realizado entre Setembro e Novembro de 2025, que permitiu avaliar o estado de conservação da espécie e a sua distribuição pelas diferentes regiões do País.
Apesar da evolução positiva da população de elefantes, a ANAC alertou que a expansão da agricultura, dos assentamentos humanos, da exploração florestal e da actividade mineira continua a ameaçar os elefantes e a degradar os seus habitats naturais.
O levantamento revela igualmente uma redução significativa do número de carcaças de elefantes. O rácio baixou de 48,35%, registado em 2018, para 4,6% em 2025, indicando uma melhoria na conservação da espécie, apesar da persistência de invasões nas áreas de conservação.
Segundo a ANAC, a região sul alberga 53% da população de elefantes existente no País, enquanto os restantes 47% se distribuem pelas regiões centro e norte. O censo foi financiado pelo Governo da Suécia, através do Programa de Conservação da Biodiversidade, coordenado pela Fundação para a Conservação da Biodiversidade (Biofund).
O processo contou ainda com a participação da Universidade Eduardo Mondlane, que colaborou na recolha, processamento e análise dos dados ao longo de todo o período de realização do censo.
Os resultados agora divulgados actualizam a estimativa da população de elefantes em Moçambique e fornecem uma visão mais precisa sobre a distribuição da espécie, permitindo igualmente identificar os principais desafios que continuam a afectar a sua conservação.




























































