A Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) confirmou que as duas aeronaves Embraer 190 que se encontravam na África do Sul para intervenções já regressaram ao País. Segundo a companhia, os aviões deverão integrar a operação comercial dentro de aproximadamente três semanas, após a conclusão dos procedimentos regulamentares e operacionais.
Num comunicado citado pela Lusa, a transportadora refere que “as aeronaves encontram-se em excelentes condições técnicas e deverão integrar a operação comercial da companhia dentro de aproximadamente três semanas, após a conclusão dos procedimentos regulamentares e operacionais inerentes à sua entrada em serviço”. A empresa garante que o processo decorrerá em conformidade com os padrões de segurança e eficiência.
A LAM assegura ainda que dispõe de tripulações devidamente formadas e qualificadas, bem como de todas as condições técnicas e operacionais necessárias para colocar os dois Embraer em operação. O objectivo, sublinha, é garantir um serviço seguro, eficiente e em conformidade com os requisitos da aviação civil.
A companhia considera que a entrada destas aeronaves representa um passo importante na recuperação da empresa. “A incorporação destes dois Embraer constitui um marco importante no processo de renovação e reforço da frota da transportadora nacional”, refere o comunicado, destacando igualmente o aumento da capacidade operacional, a estabilização dos voos e a melhoria gradual da qualidade dos serviços prestados aos passageiros.
A transportadora esclarece que a aquisição destes aparelhos faz parte do plano de recuperação e transformação da LAM. Segundo a empresa, o processo visa modernizar a companhia, reforçar a sua competitividade e assegurar um serviço de transporte aéreo cada vez mais seguro, eficiente e fiável.
Em Maio, foi noticiado que os dois Embraer permaneciam na África do Sul para trabalhos de intervenção e preparação da nova imagem da companhia. Na altura, Agostinho Langa, presidente do Conselho de Administração dos Caminhos-de-Ferro de Moçambique (CFM), afirmou que a nova imagem da LAM “não significa apenas pintura dos aviões, significa também mudar uma série de procedimentos dentro da LAM”.
De acordo com a Conta Geral do Estado (CGE) de 2025, no âmbito da reestruturação foi assegurada a aquisição de quatro aeronaves – dois Bombardier Q400 e dois Embraer 190 -, tendo igualmente sido registadas as acções da LAM na Central de Valores Mobiliários. A companhia enfrenta há vários anos dificuldades operacionais devido à reduzida dimensão da frota e à falta de investimento.
Ainda no âmbito da reestruturação, a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) adquiriu 25,2% do capital da LAM, com um investimento de 36 milhões de dólares. A Empresa Moçambicana de Seguros (Emose) e os CFM passaram a deter, cada um, 15,4% da companhia, após investimentos de 22 milhões de dólares.



























































