O ‘stock’ de crédito à economia angolana atingiu 6,9 mil milhões de euros em Junho deste ano, registando um crescimento de 12,5% face ao mesmo período de 2025, segundo dados divulgados pelo Banco Nacional de Angola (BNA) e citados pela Lusa.
De acordo com a informação estatística sobre o crédito divulgada pelo BNA, referente a Junho deste ano, o crédito bruto ao sector não financeiro alcançou 8,7 mil milhões de euros, representando um aumento de 15,6% face ao período homólogo do ano anterior.
O banco central angolano indicou que 85% do crédito bruto foi destinado ao sector privado, que inclui empresas privadas e particulares. Os restantes 15% corresponderam ao sector público, composto pela Administração Pública e empresas públicas.
No período em análise, o crédito bruto concedido ao sector real da economia totalizou 1,9 mil milhões de euros, um aumento de 30,3% face a Junho de 2025. Segundo o BNA, este crescimento foi “impulsionado principalmente pelo desempenho das indústrias extractivas, com uma variação de 47%”.
O banco central informou igualmente que o crédito concedido ao abrigo do Aviso n.º 10/2024, destinado ao fomento do sector real da economia, atingiu 1,3 mil milhões de euros. O montante representa 71,3% do total do crédito concedido a este sector e 15,6% da carteira de crédito bruto do sistema bancário.
O Aviso n.º 10/2024 do BNA determina que os bancos comerciais devem conceder crédito às empresas, sob pena de aplicação de multas. No período em referência, o montante financiado ao abrigo desta medida registou um crescimento de 9,3% em comparação com o período homólogo.
O aumento do financiamento destacou-se sobretudo nos projectos ligados à indústria transformadora e à agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca. Estes sectores registaram crescimentos de 17,3% e 20,5%, respectivamente, no período em análise.
“Estes aumentos compensaram a contracção de 19,2% observada no subsector das indústrias extractivas”, referem as estatísticas do BNA, que apontam para uma evolução positiva do crédito destinado à economia real do país.


























































