A ExxonMobil garantiu, esta sexta-feira (24), aos empresários de Cabo Delgado que as empresas moçambicanas terão acesso às oportunidades de negócio do projecto Rovuma LNG. Com a decisão final de investimento prevista para ainda este ano, a petrolífera assegura que a integração do sector privado nacional será uma das suas prioridades.
A garantia foi apresentada pela directora de Assuntos Públicos da ExxonMobil Moçambique, Lauren Glushik, citada numa nota divulgada pelo Conselho Executivo Provincial de Cabo Delgado. Segundo a responsável, a empresa está a preparar mecanismos para permitir que os fornecedores moçambicanos participem activamente na cadeia de abastecimento do projecto.
“Quando o projecto avançar para além da decisão final de investimento, serão realizados regularmente eventos destinados aos fornecedores, para assegurar a inclusão e uma ampla participação das empresas locais interessadas em integrar a cadeia de fornecimento do projecto”, afirmou Lauren Glushik.
Na mesma nota, Lauren Glushik sublinhou que o fortalecimento das empresas moçambicanas será um factor determinante para o sucesso do Rovuma LNG. Por isso, defendeu uma participação mais ampla das empresas nacionais em todas as oportunidades ligadas à cadeia de fornecimento do empreendimento.
Por sua vez, o governador de Cabo Delgado, Valige Tauabo, reafirmou o compromisso do Conselho Executivo Provincial em continuar a trabalhar com os seus parceiros para criar condições favoráveis ao crescimento do sector privado, à geração de emprego e ao desenvolvimento económico da província.
“O Conselho Executivo Provincial de Cabo Delgado reafirma o seu compromisso de continuar a trabalhar com todos os parceiros para promover um ambiente favorável ao desenvolvimento do sector privado, à criação de emprego e ao crescimento económico inclusivo da nossa província”, declarou Valige Tauabo.
Moçambique tem actualmente três grandes projectos aprovados para explorar as reservas de gás natural da bacia do Rovuma, ao largo da costa de Cabo Delgado, consideradas entre as maiores do mundo. Com estes investimentos, o País pretende consolidar a sua posição como um dos principais produtores africanos de gás natural liquefeito (GNL).
O projecto Coral Sul, liderado pela italiana Eni, é o único actualmente em produção, desde 2022. Em Outubro de 2025 foi aprovado o Coral Norte, avaliado em mais de 7 mil milhões de dólares, que deverá duplicar a capacidade de produção para sete milhões de toneladas anuais de GNL a partir de 2028. Está igualmente em estudo a instalação de uma terceira plataforma de produção.
Depois de quatro anos de suspensão devido à insegurança em Cabo Delgado, o projecto Mozambique LNG, da TotalEnergies, retomou oficialmente em Janeiro e prevê produzir até 13 milhões de toneladas anuais de GNL a partir de 2029. Segue-se o Rovuma LNG, liderado pela ExxonMobil, um investimento estimado em 30 mil milhões de dólares, com capacidade prevista para produzir 18 milhões de toneladas anuais de GNL após 2030.
Fonte: Lusa



























































