O Governo pretende transformar o turismo de conservação num dos principais instrumentos de captação de investimento, apostando na riqueza da biodiversidade para diferenciar Moçambique de outros destinos turísticos da região e do mundo. A estratégia passa por valorizar as áreas de conservação como um dos maiores activos do País.
A visão foi apresentada pelo secretário de Estado do Turismo, Frexon Bacar, na abertura do ciclo de debates “A Caminho do Mozambique Tourism Summit”, promovido pela Agência Nacional para o Desenvolvimento e Investimento Turístico (Anditur), dirigida por Hélder Jauana, em parceria com a Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC).
Segundo Frexon Bacar, o Executivo pretende colocar o turismo de conservação no centro da estratégia nacional de promoção do País, valorizando as áreas protegidas e a diversidade da fauna e da flora como factores de atracção de investidores e visitantes.
“Queremos promover o potencial do turismo de conservação. Para além do sol e praia, Moçambique pode oferecer aos turistas uma experiência única, assente na riqueza da sua biodiversidade”, afirmou.
O governante recordou que a primeira edição do Mozambique Tourism Summit, realizada em 2024, na cidade de Vilankulo, província de Inhambane, marcou uma nova etapa na definição das prioridades para o desenvolvimento do sector. Do encontro resultaram um conjunto de recomendações e uma matriz de acompanhamento destinada a monitorizar a implementação das medidas acordadas.
Segundo Frexon Bacar, essa matriz foi elaborada com base nas orientações deixadas pelo Presidente da República, Daniel Chapo, para acelerar as reformas consideradas essenciais ao desenvolvimento do turismo.
“Há cinco orientações deixadas pelo chefe do Estado no último Mozambique Tourism Summit e elaborámos uma matriz de acompanhamento, tendo em conta a importância dessas medidas para impulsionar o desenvolvimento do turismo”, explicou.
Na sua intervenção, o antigo ministro do Turismo Fernando Sumbana defendeu que o Mozambique Tourism Summit deve consolidar-se como uma plataforma de promoção de negócios e de captação de investimento, sobretudo para as áreas de conservação. Na sua perspectiva, o evento deve aproximar investidores, operadores turísticos e decisores públicos, criando condições para o surgimento de novos projectos no sector.
“Este evento não deve ser um espaço de debate filosófico. Deve ser um espaço de manifestação de interesse e de captação de investimento para o turismo”, afirmou Fernando Sumbana, defendendo que o encontro produza resultados concretos para o sector.
O antigo ministro sublinhou ainda que Moçambique possui vantagens competitivas difíceis de replicar noutros mercados, graças à possibilidade de combinar praias de elevada qualidade com reservas naturais e uma rica vida selvagem.
“Sol e praia os turistas podem encontrar em muitos países. Mas as nossas áreas de conservação são únicas. Só em Moçambique é possível desfrutar, em simultâneo, de praias paradisíacas e de fauna bravia de excelência”, frisou.
A primeira edição do Mozambique Tourism Summit reuniu, em 2024, representantes do Governo, investidores, operadores turísticos, parceiros de cooperação e especialistas nacionais e estrangeiros.
Durante o encontro foram debatidos os principais desafios do sector e definidas prioridades como a melhoria do ambiente de negócios, a promoção do investimento privado, o reforço da conectividade aérea, a valorização das áreas de conservação, a qualificação dos recursos humanos e a promoção internacional do destino. O evento terminou com o compromisso do Governo de acompanhar a implementação das recomendações e acelerar as reformas consideradas estratégicas para assegurar o crescimento sustentável do turismo.
Fonte: Agência de Informação de Moçambique (AIM)




























































