O Governo do Canadá vai proibir, a partir desta segunda-feira, 20 de Julho, a entrada de cidadãos estrangeiros que tenham estado nos últimos 21 dias na República Democrática do Congo (RDC), devido à propagação do ébola.
Em comunicado consultado pela Lusa, a Agência de Saúde Pública do Canadá indicou que a medida não se aplica a cidadãos canadianos nem a residentes permanentes. Estes continuam, no entanto, obrigados a cumprir uma quarentena de 21 dias caso tenham estado na República Democrática do Congo (RDC), no Uganda ou no Sudão do Sul durante as três semanas anteriores à chegada ao país.
As autoridades canadianas ressalvam que as restrições foram adoptadas “por precaução”, uma vez que o risco é considerado “baixo” e “não foi identificado, até ao momento, qualquer caso relacionado com viagens” no Canadá.
Na quinta-feira (16), o director-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Ghebreyesus, alertou que o surto de ébola declarado há dois meses na RDC, e que entretanto evoluiu para epidemia, está a propagar-se “mais rapidamente do que todos os surtos anteriores”.
Segundo a OMS, até 15 de Julho tinham sido registados 2124 casos e 828 mortes na RDC.
Contudo, o director do Programa de Gestão de Emergências Sanitárias da organização, Chikwe Ihekweazu, advertiu esta semana que a dimensão do surto poderá ser “duas a quatro vezes” superior às estimativas oficiais.




























































