A empresa mineira Anglo American já seleccionou um comprador preferencial para a sua participação na produtora de diamantes De Beers, estando o Governo do Botsuana a avaliar se exercerá o seu direito de preferência de forma autónoma, em parceria com o comprador escolhido pela empresa ou juntamente com um terceiro, disse, na sexta-feira (17), um responsável governamental.
A Anglo American colocou a De Beers, uma das maiores produtoras mundiais de diamantes, à venda em Maio de 2024, no âmbito de um processo mais amplo de reestruturação motivado pela queda dos preços dos diamantes e pela crescente popularidade dos diamantes sintéticos.
A De Beers desenvolve actividades de exploração e prospecção no Botsuana, Namíbia, Angola, África do Sul e Canadá.
O processo de venda despertou o interesse dos Governos do Botsuana, que já detém uma participação de 15% na empresa, da Namíbia e de Angola, bem como de investidores privados.
“A Anglo American conduziu um processo competitivo envolvendo três candidatos finalistas e, desde então, identificou um comprador preferencial, o Global Diamond Consortium”, afirmou o ministro da Presidência, Defesa e Segurança do Botsuana, Moeti Mohwasa, perante o Parlamento.
Segundo o governante, a proposta do consórcio de integrar Angola e a Namíbia foi bem acolhida. Mohwasa não revelou a identidade dos parceiros que integram o consórcio, mas sublinhou ser urgente garantir um operador experiente, apoiado por uma estrutura accionista estável e de longo prazo, bem como por um plano credível e devidamente financiado para relançar a empresa.
Questionado sobre o processo, um porta-voz da Anglo American afirmou que a empresa continua a avançar com a venda e divulgará actualizações no momento oportuno.
Fontes ouvidas anteriormente pela Reuters indicaram que permanecem na corrida dois consórcios interessados na aquisição da participação da Anglo American na De Beers, depois de o número de candidatos ter diminuído de seis, em 2025, para dois.
Os dois grupos incluem Governos de países produtores de diamantes, o antigo director-executivo da De Beers, Gareth Penny, actualmente presidente da gestora de activos Ninety One, um fundo de investimento do Qatar e o empresário israelita Nir Livnat.
Mohwasa salientou que o Botsuana tem “total liberdade” para avançar em parceria com o comprador preferencial, exercer sozinho o seu direito de preferência ou fazê-lo em conjunto com um terceiro.
O ministro acrescentou que o Governo está actualmente a trabalhar com os seus consultores financeiros para definir a estrutura mais vantajosa para a operação. Segundo Mohwasa, a conclusão da venda deverá ocorrer no último trimestre de 2026, permanecendo dependente do cumprimento de várias condições, entre as quais a aprovação do Governo do Botsuana.




























































