O Banco Comercial e de Investimentos (BCI) defende uma abordagem abrangente e estruturada para ultrapassar os principais constrangimentos ao financiamento das Pequenas e Médias Empresas (PME). A estratégia passa pela capacitação e certificação das empresas, reforço dos mecanismos de partilha de risco e criação de condições para o acesso a mercados internacionais.
Segundo um comunicado recebido pelo DE, a posição foi apresentada pela directora central da Direcção de Contabilidade e Informação Financeira do BCI, Daniela Santos, durante a participação do banco na 21.ª Conferência Anual do Sector Privado (CASP), realizada entre 14 e 15 de Julho, em Maputo, sob o lema “Produzir, Transformar e Competir: Construindo uma Economia Forte e Resiliente”.
Durante o painel “Financiamento e Competitividade: Novas Soluções para Acelerar o Investimento Produtivo, a Partilha de Risco e a Inclusão das PME”, Daniela Santos destacou a redução do crédito concedido às pequenas e médias empresas (PME) ao longo da última década.
“O crédito às PME tem vindo a diminuir nos últimos dez anos, em parte devido ao impacto negativo que o ambiente de incerteza internacional tem tido sobre este sector”, afirmou a responsável.
Segundo Daniela Santos, os principais obstáculos ao acesso ao financiamento estão relacionados com a capacitação das empresas e a robustez das garantias apresentadas, factores que aumentam o risco da concessão de crédito e, consequentemente, o respectivo custo para as empresas.
“Como banco líder do mercado, o BCI reconhece o efeito catalisador das PME para o desenvolvimento da economia”, afirmou Daniela Santos, defendendo uma abordagem assente em parcerias público-privadas e na colaboração com instituições multilaterais.
A responsável explicou que estas parcerias devem promover a capacitação e a certificação das PME moçambicanas, assegurar mecanismos de partilha de risco através de fundos de garantia e facilitar o acesso destas empresas aos mercados internacionais.
Durante os debates, foi igualmente identificada a fragilidade das garantias apresentadas pelas PME como um dos principais obstáculos ao financiamento. Neste contexto, o BCI defendeu o reforço dos instrumentos de partilha de risco para ampliar o acesso ao crédito e criar melhores condições para o investimento.
As discussões da CASP 2026 abordaram ainda a necessidade de criar condições mais favoráveis ao investimento produtivo em sectores estratégicos, como a agricultura, a agro-indústria, a indústria transformadora, a logística e a inovação.
A participação do BCI no evento reforça o posicionamento do banco como um parceiro activo no diálogo sobre o futuro da economia moçambicana, reafirmando o compromisso de apoiar o crescimento sustentável do País através de soluções financeiras inclusivas e inovadoras que contribuam para o reforço da competitividade nacional.




























































