O Fundo de Energia (Funae) pretende instalar um posto de abastecimento de gás veicular e uma unidade de conversão de viaturas para este combustível no distrito de Moamba, província de Maputo, com o objectivo de expandir a rede de abastecimento e reduzir a dependência dos postos actualmente concentrados na cidade de Maputo.
A informação foi avançada pelo presidente do Fundo de Energia (Funae), Mety Gondola, durante uma visita de trabalho ao distrito da Moamba, citado nesta sexta-feira (17) pela Lusa.
“Quem está ou vive em Boane, quem vive em Marracuene tem de poder sair de casa e, quando precisar de abastecer, encontrar uma rede de postos que disponha desta componente, permitindo-lhe maior autonomia”, afirmou.
Segundo o responsável, a primeira infra-estrutura será instalada junto de um antigo posto do Funae existente naquele distrito, passando a disponibilizar gás veicular aos utentes e contribuindo para reduzir a dependência dos principais pontos de abastecimento localizados na cidade de Maputo.
“Aqui, para além de instalarmos a componente de abastecimento de gás, vamos também criar uma valência destinada à conversão de viaturas”, explicou Mety Gondola, acrescentando que o processo tecnológico necessário à execução das obras já se encontra definido.
Em 11 de Maio, o Presidente da República, Daniel Chapo, anunciou que Moçambique irá lançar ainda este ano um Programa Nacional de Massificação do Gás Veicular, ao entregar mais de 190 novos autocarros movidos a gás, garantindo que este recurso, produzido no País, já está a transformar a vida dos moçambicanos.
Moçambique dispõe de três megaprojectos aprovados para o desenvolvimento das reservas de gás natural da bacia do Rovuma, ao largo da província de Cabo Delgado, consideradas entre as maiores do mundo.
Entre estes encontra-se o projecto da TotalEnergies, avaliado em cerca de 20 mil milhões de dólares, com capacidade prevista para produzir 13 milhões de toneladas de gás natural liquefeito (GNL) por ano. Integra igualmente o projecto liderado pela ExxonMobil, estimado em 30 mil milhões de dólares e com capacidade de 18 milhões de toneladas anuais, que aguarda a decisão final de investimento para Afungi.
Junta-se ainda o projecto Coral Sul FLNG, operado pela italiana Eni, que produz desde 2022 cerca de 3,4 milhões de toneladas de GNL por ano. A capacidade deverá aumentar com a plataforma Coral Norte, cuja entrada em funcionamento está prevista para 2028, num investimento de 7,2 mil milhões de dólares (6,37 mil milhões de euros). A petrolífera estuda igualmente o desenvolvimento de uma terceira unidade.


























































