Houve uma altura em que a ideia de viajar sozinha parecia pouco apelativa para muitas mulheres. A preocupação com a segurança pessoal era, frequentemente, o principal obstáculo à exploração independente.
No entanto, a partir de meados da década de 2010, esta realidade começou a mudar. Cada vez mais mulheres passaram a aventurar-se pelo mundo sozinhas, impulsionando uma tendência que ganhou força entre 2016 e 2019 e que, actualmente, se tornou uma das formas de viajar mais procuradas.
Ao mesmo tempo, multiplicaram-se as experiências turísticas concebidas especificamente para mulheres, proporcionando viagens mais seguras, personalizadas e enriquecedoras.
Ainda assim, antes de escolher qualquer destino, é essencial fazer uma pesquisa aprofundada sobre o local, de modo a garantir uma experiência tranquila e segura.
Com base nestes critérios, a Trip.com, uma agência internacional de viagens online, destacou cinco destinos reconhecidos pela sua segurança, hospitalidade e facilidade de deslocação, tornando-os ideais para quem pretende fazer a sua primeira viagem a solo.
Noruega: costas árcticas e um silêncio que transforma a viagem
Para além dos elevados níveis de segurança, a Noruega distingue-se pela utilização generalizada da língua inglesa, o que facilita a comunicação das viajantes estrangeiras.
A eficiente rede de transportes públicos torna as deslocações simples e cómodas, enquanto os casos de assédio verbal ou de importunação nas ruas são pouco frequentes. O país valoriza fortemente a igualdade de género, a independência e os direitos das mulheres.
O ambiente descontraído permite explorar cidades e paisagens naturais com confiança e tranquilidade.


Uruguai: praias tranquilas e cidades acolhedoras
No Uruguai, é fácil estabelecer contacto com os habitantes locais, conhecidos pela sua simpatia e disponibilidade para ajudar os visitantes.
O ritmo de vida é calmo, os cafés convidam a longas conversas e a sensação de segurança faz parte do quotidiano. Os crimes violentos são raros, permitindo que as mulheres explorem bairros costeiros como Pocitos ou a histórica Ciudad Vieja, em Montevideu, com relativa tranquilidade.
As deslocações são igualmente simples graças à moderna rede de autocarros interurbanos e aos serviços de transporte por aplicação, considerados seguros e acessíveis.


Vietname: gastronomia de rua, cidades vibrantes e hospitalidade
O Vietname tornou-se um dos destinos favoritos para quem viaja sozinha.
Em cidades como Hanói e Cidade de Ho Chi Minh, é possível passear à noite com relativa segurança, uma vez que os crimes violentos dirigidos aos turistas são pouco comuns. O ambiente é dinâmico e existe um forte sentido de comunidade.
A gastronomia de rua é um dos grandes atractivos do país, embora seja aconselhável fazer alguma pesquisa antecipadamente para escolher os melhores locais.
O Vietname oferece ainda uma vasta gama de alojamentos económicos e excelentes ligações de transporte para destinos costeiros como Da Nang, Hoi An e Nha Trang.


Estónia: cidades medievais com alma digital
A Estónia é outro destino particularmente indicado para mulheres que viajam sozinhas.
O país ocupa posições de destaque nos índices internacionais de paz, segurança e igualdade de género, reflectindo uma sociedade onde a autonomia feminina é amplamente valorizada.
Embora seja aconselhável manter a atenção aos carteiristas nas zonas de maior movimento, os crimes violentos são pouco frequentes.
Explorar o património histórico, as ruas empedradas e as cidades medievais é fácil graças à moderna rede de transportes públicos e ao elevado domínio da língua inglesa por parte da população.


Costa Rica: natureza exuberante e espírito descontraído
Conhecida pelas suas praias paradisíacas, florestas tropicais e actividades ao ar livre, a Costa Rica tornou-se um dos destinos preferidos das mulheres que viajam sozinhas.
O país dispõe de uma boa infraestrutura turística, elevados padrões de segurança e uma ampla oferta de actividades de bem-estar e aventura.
Em destinos como Manuel Antonio, La Fortuna e Puerto Viejo, é comum encontrar habitantes que falam inglês, facilitando a comunicação com os visitantes.
Além disso, os circuitos organizados e os serviços de transporte partilhado tornam as deslocações simples, dispensando muitas vezes o aluguer de automóvel ou a utilização dos transportes públicos locais.


Fonte: IOL



























































