O Instituto de Estradas de Angola (INEA) e a Infra-estruturas de Portugal (IP) assinaram nesta quarta-feira (15), na sede da IP, em Almada, Setúbal, um memorando de entendimento que visa a cooperação técnica no domínio das infra-estruturas rodoviárias angolanas.
“O acordo resulta do percurso de cooperação entre as duas instituições, que teve um momento alto no Seminário Internacional sobre Concessões Rodoviárias, realizado em Fevereiro deste ano, no Lobito, Angola”, lê-se numa nota enviada à Lusa pelo programa Diálogos UE-Angola, uma iniciativa financiada pela União Europeia (UE) que apoia o diálogo entre instituições angolanas e europeias, com o objectivo de aprofundar a troca de conhecimentos e de boas práticas.
Durante a cerimónia, o presidente da Infraestruturas de Portugal (IP), Paulo Carmona, sublinhou que um dos objectivos passa por “aproveitar ao máximo o Global Gateway”, o programa da União Europeia destinado ao desenvolvimento de infra-estruturas em países parceiros.
Paulo Carmona acrescentou que estes fundos europeus devem ser estrategicamente aproveitados pelos países lusófonos, destacando Angola e Moçambique.
“Esta é uma operação que foi muito ponderada. É o culminar de uma longa trajectória, com alguns avanços e recuos. Pensamos que chegou finalmente o momento de materializar este anseio, permitindo que estas duas instituições assinem um instrumento jurídico de cooperação”, afirmou, por seu lado, o presidente do Instituto Nacional de Estradas de Angola (INEA), Henrique Victorino.
Angola enfrenta desafios significativos na gestão da sua rede rodoviária, agravados pela necessidade de expandir a rede, pela escassez de recursos públicos para a sua conservação e pelo aumento da frequência de fenómenos climáticos extremos.
De acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), apenas cerca de 30% da rede rodoviária angolana, que totaliza 80 mil quilómetros, se encontra pavimentada, uma percentagem inferior à média da África Subsaariana.
Paralelamente, o Banco Mundial alerta que a reduzida qualidade das estradas nas zonas rurais constitui um dos principais entraves ao acesso aos mercados nacionais e internacionais.
Para inverter este cenário, o plano do sector para 2030 prevê um aumento de 142% da extensão da rede asfaltada, reforçando a necessidade de envolver o sector privado através de modelos de concessão sustentáveis.
Fonte: Lusa


























































