Uganda deverá dar alta ao seu último doente com ébola nesta quinta-feira, 16 de Julho, dando início a uma contagem decrescente de 42 dias que poderá levar à declaração de que o País está livre do vírus, afirmou Alan Kasujja, porta-voz do Governo.
Segundo a Reuters, o surto de ébola, que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou como emergência de saúde pública na República Democrática do Congo (RDC) em Maio, já provocou 2011 casos confirmados e 754 mortes confirmadas no país até quarta-feira (15), de acordo com dados oficiais do Governo.
Um portal do Ministério da Saúde do Uganda indicava, nesta quinta-feira (16), que o número de pessoas recuperadas ascendia a 17, existindo actualmente um doente internado numa unidade de isolamento e duas mortes registadas. Segundo a mesma fonte, cinco casos foram contraídos localmente e 15 foram importados.
Todos os casos registados no Uganda estão associados à rara estirpe Bundibugyo, e a OMS considera tratar-se do terceiro maior surto de ébola provocado por esta variante.
Alan Kasujja, porta-voz do Governo ugandês, escreveu na rede social X, na quarta-feira (15), que um doente receberia alta de uma unidade de isolamento do Hospital Nacional de Referência de Mulago, em Kampala, na manhã desta quinta-feira.
O responsável explicou que a alta desse doente marcaria o início do período de vigilância exigido pela OMS antes de o país poder ser declarado livre do surto.
“Quando isso acontecer, o Uganda começa a contagem decrescente”, afirmou Kasujja, acrescentando: “Se passarem 42 dias sem um único caso novo, as directrizes da OMS estipulam que seremos declarados livres do ébola.”




























































