O Governo formalizou a concessão da infra-estrutura logística de Dondo, na província de Sofala, ao consórcio Terminal Logístico de Dondo, S.A., liderado por empresários chineses, no âmbito de uma Parceria Público-Privada com a empresa pública Caminhos-de-Ferro de Moçambique (CFM). O projecto representa um investimento estimado em cerca de 117 milhões de dólares e terá um período de concessão de 25 anos.
O contrato de concessão foi celebrado recentemente pelo Ministério dos Transportes e Logística. A atribuição do projecto, em regime de ajuste directo, já tinha sido anunciada pelo Governo em Novembro de 2025 e enquadra-se na estratégia de reforço da capacidade logística do País.
De acordo com o Ministério dos Transportes e Logística, o empreendimento deverá gerar, num cenário base, aproximadamente 600 milhões de dólares em receitas para os cofres do Estado. O montante resultará das taxas fixas e variáveis de concessão, do imposto sobre o rendimento das pessoas colectivas, da compensação relativa à estrada alternativa ao Porto da Beira e dos dividendos dos Caminhos-de-Ferro de Moçambique (CFM), decorrentes da sua participação no consórcio.
O ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, afirmou que o projecto é estratégico, não apenas pelo volume do investimento, mas também porque permitirá reduzir a pressão actualmente registada no Porto da Beira. “Esta é uma oportunidade muito importante para Sofala porque sabemos que, durante a fase de execução, vamos gerar emprego para as pessoas, desenvolver a província e o distrito de Dondo em particular. Vai igualmente gerar ganhos para o sector privado a nível local”, afirmou.
João Matlombe acrescentou que o Governo está disponível para prestar todo o apoio necessário aos investidores, de modo a garantir que o projecto seja executado sem interrupções e dentro dos prazos estabelecidos. O objectivo, segundo o governante, é assegurar uma implementação célere da infra-estrutura.
“Queremos que, durante os próximos 15 meses, até Agosto ou Setembro do próximo ano, possamos ter, pelo menos, o Porto Seco de Dondo já em funcionamento, como forma de aliviar a pressão no Corredor da Beira. Essa é a nossa expectativa”, declarou o ministro.
Por sua vez, o representante do consórcio Union Portlink Capital, Lda e Zhongmei Union (empresas chinesas que lideram o projecto), Hefeng Dong, assegurou que os investidores estão empenhados em garantir o sucesso da iniciativa. “Vamos fazer tudo para concretizar um projecto de excelência”, afirmou, manifestando gratidão pela concessão e pelo apoio prestado pelo Ministério dos Transportes e Logística.
O Porto Seco de Dondo funcionará como uma infra-estrutura complementar ao Porto da Beira, um dos principais activos logísticos do País. O objectivo é expandir a capacidade operacional do sistema, reduzir o intenso tráfego de camiões na cidade da Beira e melhorar a fluidez da cadeia logística.
O terminal ocupará uma área total de 200 hectares, dos quais cerca de 115 hectares correspondem à primeira fase de desenvolvimento. Numa primeira etapa, terá capacidade para movimentar aproximadamente cinco milhões de toneladas de mercadorias por ano, com possibilidade de expansão futura para volumes superiores.
Fonte: Carta de Moçambique


























































