O mapa da riqueza mundial mudou profundamente nos últimos 25 anos. De acordo com dados do FMI, o Luxemburgo deverá manter-se este ano como o país mais rico do mundo em PIB per capita nominal, com cerca de 158,7 mil dólares por habitante. Logo a seguir surge a Irlanda, que protagonizou uma das maiores subidas do período: passou do 14.º lugar em 2000 para o 2.º em 2026, com um PIB per capita superior a 140 mil dólares.
A tabela mostra uma concentração clara de riqueza nas economias europeias. Dos 15 países mais ricos do mundo, em 2026, nove estão na Europa, incluindo Luxemburgo, Irlanda, Suíça, Islândia, Noruega, Dinamarca, Países Baixos, Suécia e Áustria. Fora da Europa, destacam-se Singapura, Estados Unidos, Macau, Austrália, Israel e Qatar.
No pólo oposto desta tabela está Moçambique, que continua entre as economias com menor rendimento por habitante. Segundo o IMF DataMapper, o PIB per capita nominal do País deverá situar-se em cerca de 720 dólares em 2026, um valor incomparavelmente distante dos mais de 158 mil dólares do Luxemburgo ou dos 140 mil dólares da Irlanda.
A comparação revela uma das maiores fracturas da economia global: enquanto algumas pequenas economias conseguiram transformar investimento, tecnologia, estabilidade institucional e integração internacional em prosperidade por habitante, países de baixo rendimento continuam condicionados por fragilidades estruturais, baixa produtividade, limitações de financiamento, vulnerabilidade climática e desafios institucionais.
























































