O crédito concedido à economia moçambicana aumentou 2,9% em Maio de 2026, atingindo 299,8 mil milhões de meticais, contra 291,3 mil milhões de meticais registados no mês anterior, segundo dados divulgados pelo Banco de Moçambique (BdM), consultados esta segunda-feira (13) pelo DE.
No documento intitulado “Resumo Mensal de Informação Estatística — Junho de 2026”, o banco central apresenta, na rubrica “Crédito à Economia”, um acréscimo mensal de cerca de 8,5 mil milhões de meticais.
A subida registada em Maio representa uma recuperação face ao desempenho do mês anterior. Em Abril, o crédito à economia tinha recuado 0,7%, passando de 293,4 mil milhões de meticais, em Março, para 291,3 mil milhões de meticais. Com o aumento para 299,8 mil milhões de meticais, o financiamento à economia alcançou o nível mais elevado da série mensal apresentada pelo BdM, que abrange o período entre Maio de 2025 e Maio de 2026.
Em termos homólogos, comparativamente aos 292,8 mil milhões de meticais registados em Maio de 2025, o crédito à economia cresceu cerca de 2,4%, correspondente a um acréscimo de aproximadamente 7 mil milhões de meticais.
A evolução mensal foi impulsionada, sobretudo, pelo financiamento às empresas públicas, que aumentou 33,6%, passando de 25,5 mil milhões de meticais, em Abril, para 34,1 mil milhões de meticais em Maio. Em sentido contrário, o crédito às empresas privadas registou uma ligeira redução de 0,3%, ao passar de 101,9 mil milhões para 101,5 mil milhões de meticais.
Os particulares e as instituições sem fins lucrativos ao serviço das famílias mantiveram-se como o principal segmento beneficiário do financiamento, com o crédito a aumentar de 157,5 mil milhões para 158,1 mil milhões de meticais. Este grupo representou cerca de 53% do crédito total concedido à economia em Maio.
Por sectores de actividade, o crédito ao comércio aumentou 4,3%, passando de 22,8 mil milhões para 23,7 mil milhões de meticais, enquanto o financiamento aos transportes e comunicações cresceu 3,1%, para 26,1 mil milhões de meticais. O crédito destinado aos particulares, nesta classificação por actividade, aumentou de 104,5 mil milhões para 105,3 mil milhões de meticais.
Entretanto, a agricultura registou uma redução de 2,5%, com o financiamento a cair de 4,5 mil milhões para 4,4 mil milhões de meticais. A indústria transformadora também recuou 3,6%, para 20,8 mil milhões de meticais, enquanto o crédito ao turismo diminuiu 2,6%, fixando-se em 1,4 mil milhões de meticais.
A taxa de juro de referência para o crédito em Moçambique, a prime rate, manteve-se em 15,50%, depois de três reduções consecutivas efectuadas no início do ano. A taxa permaneceu inalterada em Maio, Junho e Julho, acompanhando a pausa no ciclo de descidas da taxa MIMO, mantida pelo Banco de Moçambique em 9,25%, num período marcado pelo agravamento dos riscos inflacionários e pelo aumento do coeficiente de reservas obrigatórias em moeda nacional, de 29% para 39%.



























































