Um vinho “quaffable” é, simplesmente, um vinho fácil de beber. Normalmente, é acessível, descomplicado, do género que abriria numa terça-feira à noite sem pensar muito. Não exige notas de prova complexas, decantação nem qualquer tipo de cerimónia.
A palavra “quaff” remonta ao século XVI e acredita-se que tenha origem no gaélico irlandês (a palavra para copo), embora tenha chegado ao inglês através da Escócia. Quando, ao certo, os críticos de vinho começaram a utilizá-la para descrever garrafas de Shiraz de gama média, ninguém parece saber.
Em termos vínicos, “quaffable” significa: fácil de beber, com boa relação qualidade-preço e descomplicado. Pense naquela garrafa de confiança que compra para acompanhar uma noite de pizza.
Dependendo de quem a utiliza, a palavra “quaffable” pode ser um elogio ou uma crítica ligeira. No melhor dos casos, significa excelente relação qualidade-preço, muito agradável de beber e digno de comprar por caixa. No pior, pode sugerir que o vinho não tem grande profundidade nem complexidade. Tudo depende do contexto, mas, acima de tudo, significa apenas que é um vinho agradável e fácil de beber.
São aquelas garrafas acessíveis que encontra na garrafeira da esquina. Vinhos que não precisam de um escanção nem de notas de prova elaboradas, que a maioria das pessoas bebe na maior parte das ocasiões. E, no entanto, a indústria resolveu envolvê-los numa palavra que a maioria das pessoas não consegue definir sem recorrer ao Google.
Na verdade, os vinhos “quaffable” mereciam mais destaque, e não um vocabulário mais sofisticado.
Vale a pena apostar em vinhos “quaffable”?
Sem dúvida. Os vinhos “quaffable” são honestos e acessíveis. Por isso, da próxima vez que encontrar a palavra “quaffable” numa crítica, não se deixe intimidar. Não é uma forma de desvalorizar a qualidade do vinho. É apenas uma maneira um pouco pretensiosa de dizer: este é um vinho agradável, fácil de beber e com uma boa relação qualidade-preço.
Fonte: The Cheeky Vino



























































