O Banco de Cabo Verde (BCV) decidiu aumentar o coeficiente das disponibilidades mínimas de caixa (DMC) dos bancos comerciais de 10% para 12%, uma medida que entra em vigor a partir de 16 de Julho e que visa reforçar a estabilidade do sistema financeiro nacional perante o excesso estrutural de liquidez.
De acordo com a Lusa, a decisão foi anunciada pelo Banco de Cabo Verde (BCV), na sequência de uma recomendação do Comité de Política Monetária, e surge num contexto externo marcado pelo aumento das pressões inflacionistas, associado ao agravamento das tensões geopolíticas no Médio Oriente e à subida dos preços internacionais da energia.
Segundo o BCV, o aumento do coeficiente das Disponibilidades Mínimas de Caixa (DMC) “justifica-se pelo contexto de excesso estrutural de liquidez, contribuindo igualmente para o reforço da estabilidade do sistema financeiro nacional”.
O coeficiente das Disponibilidades Mínimas de Caixa permanecia fixado em 10% desde 2020, no âmbito das medidas extraordinárias adoptadas para atenuar os impactos económicos provocados pela pandemia de covid-19.
Apesar do ajustamento das reservas obrigatórias, o Banco de Cabo Verde decidiu manter inalteradas as principais taxas de juro de referência. A taxa directora permanece em 2,5%, a facilidade permanente de cedência de liquidez em 2,75% e a facilidade permanente de absorção de liquidez em 2,25%.
No plano interno, o banco central considera que a economia cabo-verdiana continua a evoluir de forma favorável. Contudo, aponta para uma evolução menos positiva das contas externas, sobretudo devido ao aumento das importações. Ainda assim, o BCV indica que as reservas internacionais líquidas permanecem em níveis confortáveis, garantindo cobertura para cerca de nove meses de importações previstas para 2026.
A próxima reunião do Comité de Política Monetária do Banco de Cabo Verde está agendada para 8 de Setembro.

























































