As bolsas norte-americanas terminaram a sessão desta quinta-feira com valorizações, com os investidores a ignorarem a escalada de tensões no Médio Oriente, depois de “rasgado” o acordo de paz entre os Estados Unidos da América (EUA) e o Irão.
Os investidores parecem estar mais focados na próxima época de apresentação de resultados das empresas do que na frente geopolítica. Desta forma, as bolsas de Nova Iorque terminaram a penúltima sessão da semana em alta, impulsionadas pelas acções das fabricantes de semicondutores e pela queda dos preços do petróleo nos mercados internacionais.
O S&P 500 ganhou 0,81%, para 7543,61 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq Composite subiu 1,3%, para 26 206,89 pontos, e o industrial Dow Jones avançou 0,27%, para 52 487,44 pontos.
A volatilidade das acções de tecnologia nas últimas semanas deixou os investidores à procura de uma nova validação para o investimento em Inteligência Artificial (IA). Embora as acções das empresas de semicondutores tenham acabado de registar o melhor trimestre da sua história, aumentam as dúvidas quanto ao reforço da concorrência, à potencial sobrecapacidade do sector e ao retorno dos avultados investimentos das empresas nesta área.
Estas questões intensificaram-se numa altura em que os riscos geopolíticos ressurgem, com os EUA e o Irão a trocarem ataques. Ainda assim, os mercados encararam estes acontecimentos como mais uma “ronda de escalada controlada”, assente na premissa de que a economia poderá absorver o choque, afirmou Elias Haddad, da Brown Brothers Harriman & Co, à Bloomberg.
Num contexto marcado pelo persistente debate em torno da saúde da maior economia do mundo, que abrange o crescimento, a inflação e a geopolítica, o rumo dos mercados financeiros no próximo mês poderá depender dos resultados das empresas no segundo trimestre, com a próxima earnings season à porta.
De acordo com Anthony Saglimbene, da Ameriprise, “as empresas vão precisar de fazer mais do que apenas superar as estimativas”, afirmou à Bloomberg. “As empresas vão precisar de mostrar que as margens se mantêm em níveis elevados, que as projecções continuam sólidas e, provavelmente, até superiores às dos analistas, e que o crescimento dos lucros impulsionado pela tecnologia ainda tem amplitude suficiente para sustentar a avaliação do mercado”, acrescentou.
Entre os principais movimentos empresariais, a Micron Technology valorizou 4,38%, depois de anunciar que tenciona aumentar o investimento em novas fábricas nos EUA para 250 mil milhões de dólares, de forma a responder à procura impulsionada pelo “boom” da Inteligência Artificial.
Já a Meta Platforms, proprietária do Facebook, avançou 4,66%, após ter revelado uma versão paga do seu modelo de IA mais avançado.


























































