O ouro está a negociar com uma ligeira valorização esta quinta-feira, 9 de Julho, depois de ter afundado na sessão anterior e ter chegado a negociar abaixo dos 4100 dólares por onça, numa altura em que as tensões no Médio Oriente continuam elevadas e os preços do petróleo acima dos níveis pré-guerra.
Nesta manhã, o metal amarelo acelera 0,71% para 4104,06 dólares por onça, após ter registado três sessões consecutivas de perdas. O ouro tem tido dificuldades a encontrar novos catalisadores desde que o conflito no Golfo Pérsico começou, no final de Fevereiro, aumentando os riscos inflacionistas e levando os investidores a anteciparem subidas nas taxas de juro este ano.
“Os operadores estão atentos para ver se o risco passa de um choque mediático para o início de um novo ciclo de tensões geopolíticas e qual poderá ser a gravidade das repercussões”, explicou Hebe Chen, analista da Vatange Markets, à Bloomberg. “Até que haja essa confirmação, o ouro poderá manter-se numa fase de estabilidade”, acrescentou.
Para já, o mercado de “swaps” vê uma grande probabilidade de a Reserva Federal (Fed) norte-americana avançar com um aperto monetário já em Outubro, contra a anterior expectativa de Dezembro. A ideia foi reforçada depois de as actas da última reunião do banco central terem revelado que alguns dos membros do Comité Federal do Mercado Aberto (FOMC) viam motivos para subir a taxa dos fundos federais.
“Os participantes, de forma geral, consideraram que a informação recebida entre as reuniões sugerem que os riscos de agravamento na estabilidade dos preços permanece elevada, enquanto os riscos de se atingir o emprego máximo se moderou”, indicam os documentos, divulgados esta quarta-feira.























































