A Sociedade de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC) atribuiu o seu projecto do Sistema Comunitário Portuário (Port Community System – PCS) à Kale Logistics Solutions, assinalando um marco na jornada de transformação digital do Porto de Maputo e reforçando a ambição de tornar o País num centro logístico e comercial de referência na África Austral. foi o que informou, nesta terça-feira, 7 de Julho, o portal de notícias Cyprus Shipping News (CSN).
Segundo o site, o PCS de Maputo integra a agenda mais ampla de transformação digital do Governo e funcionará como uma plataforma digital unificada, ligando os principais intervenientes do ecossistema marítimo e logístico. O sistema permitirá a troca segura de informações, maior visibilidade sobre as operações, a automatização de processos e a colaboração em tempo real. A iniciativa visa simplificar os processos comerciais, melhorar a eficiência operacional e criar uma comunidade portuária mais integrada e transparente.
O órgão explica que a “plataforma apoiará uma vasta gama de operações portuárias, incluindo a gestão de navios, importações, exportações, transbordo, cabotagem, movimentos rodoviários e ferroviários, interacções com a alfândega e entidades reguladoras, operações de armazenagem e monitorização do desempenho”.
O site destaca que a plataforma será integrada com os sistemas já existentes, como a Janela Única Aduaneira, os Sistemas Operacionais de Terminais, os Sistemas de Gestão de Tráfego Marítimo e as plataformas bancárias e de pagamentos, criando um ambiente digital integrado para todos os operadores da comunidade portuária.
Para o ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, “a transformação digital já não é uma opção, é um pré-requisito para a competitividade. O Sistema Comunitário Portuário representa um passo estratégico para um ecossistema logístico mais integrado, eficiente e transparente, plenamente alinhado com a visão do Governo para a modernização dos transportes e a facilitação do comércio”.
O governante acrescentou: “Sendo o primeiro Sistema Comunitário Portuário de Moçambique, esta iniciativa posiciona o Porto de Maputo como pioneiro e lança as bases para a evolução digital da nossa rede logística nacional”.
“O Sistema Comunitário Portuário representa um passo estratégico para um ecossistema logístico mais integrado, eficiente e transparente, plenamente alinhado com a visão do Governo para a modernização dos transportes e facilitação do comércio.”
João Matlombe – ministro dos Transportes e Logística
Falando sobre a importância da iniciativa, o presidente do Conselho de Administração da MPDC, Osório Lucas, afirmou que “a implementação do PCS está alinhada com a nossa visão de criar um ecossistema portuário mais inteligente, mais conectado e mais eficiente. Ao permitir a colaboração em tempo real e a partilha de informações entre os intervenientes, estamos a fortalecer o papel do Porto de Maputo como uma porta de entrada estratégica para o comércio regional e internacional”.
O responsável pela MPDC afirmou sentir-se grato e orgulhoso pelo apoio do Governo “na construção de uma plataforma que ajudará a preparar Moçambique para os desafios da próxima geração do comércio e da logística”.
Por sua vez, o director e co-fundador da Kalé, Vineet Malhotra, afirmou que “esta adjudicação constitui um marco importante para a Kalé e reforça o nosso compromisso de apoiar a transformação digital do comércio em toda a África”. E acrescentou: “Sentimo-nos honrados por termos sido seleccionados pela MPDC para esta iniciativa estratégica do PCS. Com o nosso Sistema Comunitário de Carga Aérea já implementado pela MAHS e a nossa crescente presença em toda a África, a integração do PCS de Maputo reforça ainda mais o nosso papel como fornecedor de soluções integradas para a facilitação do comércio digital”.
Com soluções implementadas em mais de 150 aeroportos e portos, distribuídos por mais de 50 países, a Kalé continua a apoiar governos, portos, aeroportos, autoridades aduaneiras e comunidades logísticas em todo o mundo na promoção da facilitação do comércio digital e da eficiência da cadeia de abastecimento.



























































