O ouro está a valorizar apesar de uma nova escalada das tensões no Médio Oriente, numa sessão em que a troca de ataques na região empurrou os preços do petróleo para níveis acima dos registados antes do início do conflito e alimentou os receios dos investidores em relação a uma política monetária mais restritiva.
Nesta manhã, o metal amarelo acelera 0,32% para 4118,50 dólares por onça, recuperando parte das perdas da sessão anterior, quando o ouro recuou 1,4%.
Um cenário de inflação mais elevada, que obrigue os bancos centrais a subir as taxas directoras, tende a penalizar o metal precioso, uma vez que este não oferece rendimento sob a forma de juros.
“Tudo o que interessa aos mercados do ouro e da prata neste momento é saber se a Reserva Federal (Fed) dos Estados Unidos da América (EUA) irá aumentar as taxas de juro ou não”, explica Carsten Menke, director de Investigação do Julius Baer Group, numa nota a que a Bloomberg teve acesso.
“Não esperamos que a Fed aumente as taxas, uma vez que parte da pressão inflacionista deverá revelar-se temporária”, acrescentou.
Perante a incerteza gerada pela escalada do conflito, os investidores aguardam a divulgação das actas da última reunião do banco central norte-americano, prevista para esta quarta-feira, 8 de Julho, ao final do dia. Na ocasião, apesar de a Fed ter mantido as taxas de juro inalteradas, o ouro reagiu em baixa depois de Kevin Warsh, presidente da autoridade monetária, ter adoptado uma postura mais hawkish, favorável a um aperto da política monetária, do que o mercado antecipava.
Desde o início da escalada do conflito no Médio Oriente, no final de Fevereiro, o ouro já perdeu mais de 20% do seu valor. Os investidores têm aproveitado a forte valorização registada ao longo dos últimos três anos para realizar mais-valias e compensar perdas noutros activos, uma dinâmica que acabou por empurrar o metal precioso para território de bear market no mês passado.



























































