A Administração Nacional de Estradas (ANE) investiu 60 milhões de meticais em intervenções de emergência na Estrada Nacional Número 1 (EN1), no troço Missão Roque-Zimpeto, na cidade de Maputo, e promete iniciar, nas próximas semanas, obras de drenagem nos pontos críticos da via. A medida surge na sequência de reparações realizadas para melhorar a circulação.
Uma das zonas intervencionadas foi a área da TotalEnergies, onde os trabalhos consistiram no tapamento de buracos e na aplicação de uma camada de resselagem para facilitar a circulação de veículos. Nesta fase, porém, a empreitada não incluiu a construção de valas de drenagem para o escoamento das águas pluviais, uma das principais preocupações dos automobilistas.
Segundo o delegado provincial da ANE, Dado Novela, foram identificadas três secções críticas ao longo do troço Missão Roque-Zimpeto, caracterizadas por buracos profundos e graves deficiências ao nível da drenagem. “Tratou-se de intervenções de emergência para garantir a transitabilidade nestes pontos e reduzir os constrangimentos provocados pelos congestionamentos”, explicou.
O responsável reconheceu que a ausência de valas de drenagem constitui uma limitação da intervenção agora realizada, mas assegurou que essa componente faz parte do projecto e será executada numa fase posterior. O objectivo é garantir uma solução mais duradoura para os problemas identificados naquele troço.
As intervenções surgem depois de vários anos de reclamações dos automobilistas, que denunciavam o estado degradado da via, marcado por buracos e frequentes congestionamentos. Durante uma visita ao local, os utentes manifestaram satisfação com a melhoria das condições de circulação.
Ainda assim, defenderam que a solução definitiva passa pela construção de um sistema eficaz de drenagem, capaz de evitar a acumulação de água durante a época das chuvas. Consideram que só dessa forma será possível garantir melhores condições de circulação ao longo da estrada.
Questionada sobre as valas de drenagem construídas no ano passado em alguns troços da EN1, que continuam a revelar-se insuficientes para evitar o alagamento da via durante períodos de chuva intensa, a ANE reiterou que está a avaliar novas intervenções nos pontos mais vulneráveis. Enquanto as obras complementares não arrancam, os utentes esperam que os futuros trabalhos resolvam definitivamente os problemas de escoamento das águas e contribuam para preservar a infra-estrutura rodoviária.
Fonte: Jornal O País



























































