O Banco de Cabo Verde (BCV) colocou em consulta pública, até 10 de Agosto, uma proposta de critérios técnicos da uma primeira versão de taxonomia de sustentabilidade do país, centrada nos sectores da água e da energia.
A proposta define “critérios técnicos de classificação de sustentabilidade para as actividades elegíveis dos sectores da água e da energia”, seguindo os objectivos de mitigação e adaptação às alterações climáticas, segundo o documento de consulta pública consultado pela Lusa.
Cabo Verde dispõe de um forte potencial nas energias renováveis, nas actividades marítimas, no turismo e nos serviços digitais, mas continua exposto a secas, à subida do nível do mar, às alterações dos padrões climáticos e à dependência externa.
A taxonomia visa criar “um quadro prático de investimento capaz de apoiar a transição de Cabo Verde para uma economia com baixas emissões de carbono, resiliente às alterações climáticas e eficiente na utilização dos recursos”.
A primeira versão está estruturada em torno de seis objectivos ambientais e um objectivo social, abrangendo a mitigação e adaptação às alterações climáticas, a protecção dos recursos hídricos e marinhos, a economia circular, a prevenção da poluição, a biodiversidade e o desenvolvimento social.
Na versão agora apresentada, os critérios detalhados foram desenvolvidos sobretudo para os objectivos de mitigação e adaptação às alterações climáticas, enquanto os restantes objectivos ambientais são tratados através do princípio de “não causar danos significativos” e as dimensões sociais por meio de salvaguardas mínimas.
O BCV indica que a proposta foi elaborada com o apoio da União Europeia (UE), através do programa EU Sustainable Finance Advisory Hub, implementado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), e com contributos do Sustainable Finance Taxonomy Mapper.


























































