A bolsa norte-americana encerrou a sessão desta segunda-feira (6) em terreno positivo, com os principais índices accionistas beneficiados pela recuperação das empresas de semicondutores e pelo renovado entusiasmo em torno da Inteligência Artificial (IA). Os investidores regressaram aos mercados com optimismo moderado, apoiados na expectativa de que a Reserva Federal (Fed) mantenha uma postura mais branda após o relatório de emprego fraco de Junho.
O Dow Jones Industrial Average avançou 0,29%, terminando nos 53 055,91 pontos, um novo máximo histórico de fecho. Já o S&P 500 ganhou 0,72%, encerrando nos 7 537,43 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq Composite liderou os ganhos, ao subir 1,12%, para os 26 121,16 pontos.
Apesar da subida dos principais índices, o desempenho concentrou-se em empresas de grande capitalização ligadas à tecnologia, enquanto um número significativo de acções do S&P 500 terminou a sessão em baixa, evidenciando um mercado ainda selectivo.
O principal motor da sessão foi o sector dos semicondutores. As acções da Broadcom destacaram-se após a extensão do acordo de fornecimento de chips à Apple até 2031, reforçando o optimismo dos investidores quanto à procura de soluções ligadas à Inteligência Artificial (IA).
A marcar igualmente a sessão esteve o anúncio de que a Microsoft vai eliminar cerca de 4800 postos de trabalho, o equivalente a 2,1% da sua força laboral, no âmbito de uma reestruturação que afectará sobretudo a divisão de videojogos Xbox e que visa adaptar a empresa ao impacto crescente da Inteligência Artificial.
Entre os dados macroeconómicos, o mercado acompanhou a divulgação do índice ISM dos serviços, que revelou uma expansão moderada da actividade económica nos Estados Unidos da América (EUA), em linha com as expectativas dos analistas. Os investidores continuam igualmente atentos à publicação das actas da última reunião da Fed e ao arranque da época de apresentação de resultados do segundo trimestre, que poderá oferecer novas indicações sobre a evolução dos lucros das empresas e da economia norte-americana.
Os mercados acompanham ainda o início da cimeira da NATO, que começa amanhã em Ancara e contará com a presença de Donald Trump.

























































