A estatal Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) alertou esta segunda-feira, 6 de Julho, para atrasos nos voos devido ao mau tempo que afectou o Aeroporto Internacional de Maputo. As condições meteorológicas impediram a aterragem segura de algumas aeronaves, obrigando ao desvio de voos para a cidade da Beira, no centro do País.
Num comunicado citado pela Lusa, a transportadora aérea estatal explicou que foram registadas “condições meteorológicas adversas” durante a tarde do último domingo e a madrugada desta segunda-feira. Estas condições impediram que algumas aeronaves aterrassem em segurança no Aeroporto Internacional de Maputo.
“Por razões de segurança, os voos Nampula-Maputo e Quelimane-Maputo foram encaminhados para o Aeroporto da Beira, onde aterraram em segurança”, refere o comunicado. A alteração da rota das aeronaves provocou constrangimentos na operação da companhia.
Segundo a LAM, estes constrangimentos estão a afectar vários voos de chegada e partida em Maputo, podendo provocar atrasos, alterações de horários e outros ajustamentos operacionais. A companhia explicou que a normalização da operação dependerá da evolução das condições meteorológicas no aeroporto da capital.
“A segurança dos passageiros, das tripulações e das aeronaves continua a ser a principal prioridade da LAM. Todas as decisões operacionais são tomadas com base nas normas da aviação civil e nos procedimentos internacionais de segurança”, sublinhou a empresa.
A transportadora acrescentou que as suas equipas continuam a acompanhar a evolução das condições meteorológicas, em coordenação com as autoridades aeroportuárias e os serviços de controlo do tráfego aéreo, para que as operações sejam retomadas “com toda a segurança e o mais rapidamente possível”.
“A LAM lamenta os transtornos causados por esta situação, alheia ao seu controlo, e agradece a compreensão, paciência e colaboração de todos os passageiros”, conclui o comunicado. Esta é a mais recente de várias alterações operacionais anunciadas pela companhia este ano.
A 30 de Abril, a LAM informou que iria reprogramar voos devido a “constrangimentos de natureza operacional”, que resultaram em atrasos, recalendarizações e adiamentos de ligações domésticas e regionais. Dias antes, a 26 de Abril, já tinha reprogramado voos entre Maputo e Inhambane devido a “constrangimentos técnico-operacionais”.
Actualmente, com sete aeronaves, a companhia enfrenta há vários anos problemas operacionais relacionados com a reduzida dimensão da frota e a falta de investimentos. A empresa registou ainda alguns incidentes não fatais, associados por especialistas à deficiente manutenção das aeronaves, encontrando-se num profundo processo de reestruturação.




























































