O número de mortos na República Democrática do Congo (RDC) devido ao actual surto de ébola no leste do país ascende já a 506, confirmou, nesta segunda-feira (6), o Governo congolês.
De acordo com o último boletim do Ministério da Comunicação e dos Meios de Comunicação Social da RDC, com dados recolhidos até 4 de Julho, foram igualmente registados 1561 casos confirmados e a taxa de letalidade situa-se agora em 32,4%.
Além disso, “628 doentes encontram-se em isolamento ou hospitalização”, e outras 253 pessoas recuperaram da doença.
O surto foi oficialmente declarado em 15 de Maio na província de Ituri, que faz fronteira com o Uganda e o Sudão do Sul e constitui o epicentro da epidemia, mas alastrou também às províncias congolesas de Kivu do Norte e Kivu do Sul.
A epidemia propagou-se igualmente ao Uganda, onde foram confirmados 20 casos de infecção, incluindo 15 considerados importados da República Democrática do Congo, entre os quais se registaram duas mortes.
Entretanto, o Governo francês confirmou ter identificado o primeiro caso de doença provocada pelo vírus do ébola no país. Trata-se de um médico que regressava de uma missão na RDC e que, entretanto, recuperou, encontrando-se fora de perigo.
O surto corresponde à estirpe Bundibugyo, cuja taxa de letalidade varia entre 30% e 50% e para a qual não existe vacina autorizada nem tratamento específico, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), que considera “elevado” o risco de propagação da epidemia na África Subsaariana e “baixo” à escala mundial.
A OMS estima que o vírus começou a circular em Ituri cerca de dois meses antes da declaração oficial do surto e classificou a epidemia, em 17 de Maio, como uma “emergência de saúde pública de âmbito internacional”.



























































