O Presidente da República, Daniel Chapo, garantiu esta quinta-feira (2) que o Governo continua a trabalhar para viabilizar a retoma da actividade da fundição Mozal, manifestando confiança de que será encontrada uma solução para reabrir a maior unidade industrial do País.
“Nós, como Governo, o que eu posso garantir é que continuamos a trabalhar para que a Mozal retome a actividade e temos a certeza absoluta de que vamos encontrar uma solução”, afirmou Daniel Chapo, em resposta às perguntas dos jornalistas, segundo a Lusa.
O chefe do Estado não avançou prazos para a retoma da produção, mas reiterou que o Executivo mantém contactos com vista a encontrar uma solução que permita reactivar a fundição, cuja actividade está suspensa desde Março. “Um dia a Mozal vai ser retomada”, reforçou o Presidente da República, considerando que a recuperação da unidade industrial continua a ser uma prioridade do Governo.
A Mozal, localizada na província de Maputo, é a maior unidade industrial de Moçambique e uma das maiores produtoras de alumínio de África, desempenhando um papel relevante na economia nacional, nas exportações e no emprego. Em 15 de Junho, a australiana South32, accionista maioritária da Mozal, afirmou estar a avaliar “diversas opções” para o futuro da fundição, que se encontra em regime de manutenção e conservação desde 15 de Março, devido ao impasse em torno do fornecimento de energia.
Segundo a empresa, qualquer decisão sobre a retoma dependerá da existência de uma solução de fornecimento de energia “a longo prazo, acessível e sustentável”, condição considerada essencial para garantir a viabilidade económica da operação.
O director-executivo da South32, Graham Kerr, afirmou anteriormente que a tarifa proposta para o fornecimento de energia tornou a operação “totalmente insustentável”, acrescentando que a empresa poderá reconsiderar a retoma caso as condições de abastecimento e de custos venham a ser alteradas.
A South32 confirmou, em 16 de Março, que a Mozal, a maior unidade industrial moçambicana, entrou em regime de manutenção e conservação no dia anterior, prevendo um custo de 52,4 milhões de euros com a suspensão da fundição, incluindo os encargos associados ao despedimento de trabalhadores.
A Mozal Aluminium encontra-se em regime de manutenção e conservação desde Março de 2026, depois de a South32 ter decidido suspender a produção por não conseguir garantir um fornecimento de energia suficiente a preços competitivos após o termo do contrato de fornecimento.
Na altura, a empresa justificou que, apesar de vários anos de negociações com o Governo moçambicano, a Eskom e outras partes interessadas, não foi possível assegurar condições que permitissem manter a fundição em funcionamento. A paralisação da maior unidade industrial do País teve um impacto directo no emprego e nas empresas fornecedoras instaladas no Parque Industrial de Beluluane, enquanto a South32 admitiu poder reactivar a operação caso as condições de fornecimento de energia venham a tornar-se viáveis.



























































