O reembolso permite ter mais liberdade na hora de escolher o estabelecimento ou o profissional de saúde. Quanto maior for, mais caro é o seguro.
Os seguros de saúde podem ter duas formas de comparticipação das despesas: o reembolso e o co-pagamento. Entendê-las é essencial para usar o seguro da melhor forma e escolher uma protecção adequada às suas necessidades.
No final, o custo do seguro é mais do que o prémio que paga à seguradora. Para entender o impacto, é preciso juntar os gastos médicos que efectivamente faz durante o ano.
Aqui, o método de comparticipação também vai influenciar o valor que a seguradora pede pelo seguro.
Qual a diferença entre co-pagamento e reembolso?
O co-pagamento funciona dentro de uma rede convencionada. Ou seja, se recorrer às clínicas, hospitais, laboratórios ou profissionais de saúde que têm acordo com o seguro, paga apenas o preço estabelecido nesse acordo.
Fora dessa rede, o co-pagamento não funciona. Assim, apesar de a maior parte dos seguros ter acordo com os principais prestadores de saúde privados, o co-pagamento tem algumas limitações, uma vez que condiciona a escolha.
Aquele preço só vale se recorrer àqueles sítios ou profissionais específicos. Por vezes, no mesmo estabelecimento e para a mesma especialidade, há médicos que têm acordo com um seguro e outros que não têm.
É aqui que surge o reembolso. Esta modalidade de comparticipação alarga o leque de escolha, mas tem custos mais elevados à partida. A pessoa pode escolher o hospital, a clínica ou o profissional que quiser, mas tem de pagar o valor total da consulta ou de outro acto médico.
Depois, envia as facturas e os comprovativos necessários à seguradora que, mais tarde, devolve uma parte do valor gasto.
Os reembolsos não são todos iguais
Se há diferenças entre co-pagamento e reembolso, também há entre os próprios reembolsos. Sim, o reembolso devolve à pessoa uma parte daquilo que ela gastou, mas não há uma percentagem universal.
Dependendo do seguro, o reembolso pode ser maior ou menor. Seguros mais baratos tendem a devolver uma parte menor da despesa. Se quiser ser ressarcido de forma mais expressiva, vai ter de pagar mais pelo seguro.
Qual a melhor opção de reembolso?
Como em tantas coisas, não há uma resposta única. Não é possível dizer que o seguro com reembolso mais baixo é melhor porque vai pagar um prémio anual menor, assim como é incorrecto afirmar que deve escolher uma opção com reembolso mais forte porque os actos médicos ficam mais baratos.
Tudo depende do perfil de cada pessoa e do seu orçamento. Prefere pagar menos pelo seguro e gastar mais nas consultas, ou pagar mais pelo seguro e gastar menos nas consultas?
A decisão deve ter em conta variáveis como as coberturas pretendidas, o número de consultas, as especialidades e os estabelecimentos e profissionais a que recorre.
Se todos eles tiverem acordo com o seguro, pode usar o co-pagamento para pagar as consultas, optando por um seguro com reembolso mais modesto quando isso for necessário. Por outro lado, se a expectativa é ir com frequência a prestadores fora da rede convencionada, pode compensar escolher um seguro com um reembolso maior.
Fonte: Doutor Finanças



























































