Uma frota mercante fraca pode não parecer uma preocupação urgente à primeira vista, mas para muitos países africanos pode representar a diferença entre possuir uma marinha forte ou uma marinha vulnerável.
Na sua forma mais básica, uma frota reduzida ou pouco desenvolvida significa depender fortemente de empresas estrangeiras de transporte marítimo para movimentar mercadorias para dentro e para fora do País.
Embora isso permita a continuidade do comércio, acarreta um custo: uma dependência que limita a autonomia económica de um país.
Os custos de frete, seguros e logística são, em grande parte, pagos a operadores estrangeiros, o que significa que uma parcela significativa da riqueza gerada pelo comércio deixa o país em vez de circular na economia local.
A Global Firepower (site e base de dados que classifica as forças militares) descreve a frota mercante como uma força de embarcações que opera sob controlo civil em tempos de paz, mas que pode ser mobilizada para fins militares em caso de guerra.
Por essa razão, as frotas mercantes contribuem para a força global da marinha de um país, uma vez que podem ser utilizadas para transportar tropas e equipamentos durante períodos de conflito.
Durante perturbações globais, como problemas nas cadeias de abastecimento, conflitos geopolíticos ou aumentos inesperados da procura, as transportadoras internacionais tendem naturalmente a dar prioridade às rotas mais lucrativas ou estratégicas.
Para os países africanos com frotas limitadas, isso pode traduzir-se em atrasos, aumento de custos e dificuldades para garantir espaço para importações essenciais, como combustíveis, alimentos e material médico.
Sem uma marinha mercante forte, um país pode enfrentar dificuldades para assegurar um fluxo constante de bens essenciais. Nos casos mais graves, esta situação pode comprometer a segurança energética, o abastecimento alimentar e a estabilidade económica em geral.
Existe também uma oportunidade perdida no sector industrial quando um país dispõe de uma frota mercante reduzida.
Estes são os países africanos com as frotas mercantes mais fracas em 2026, desde que possuam pelo menos uma embarcação, segundo dados da Global Firepower.

Fonte: Business insider Africa


























































