A China anunciou ter planos para expandir a sua estação espacial Tiangong, onde astronautas chineses vivem e trabalham durante missões científicas, para reforçar ao aumento a capacidade de investigação científica, logística e operações tripuladas no espaço.
Segundo o portal Notícias Minuto, a estação deverá evoluir da actual configuração em forma de “T” para uma estrutura em cruz, permitindo a instalação de novos módulos e ampliando o número de pontos de acoplagem disponíveis para naves e equipamentos.
A Tiangong é hoje composta pelo módulo central Tianhe e pelos laboratórios Wentian e Mengtian, que já permitiram a realização de centenas de experiências científicas desde a sua entrada em funcionamento.
De acordo com os dados divulgados, a estação já acolheu ou executou 267 projectos científicos e de aplicação, recebeu dezenas de novas experiências no último ano e movimentou mais de mil quilos de material científico em missões de abastecimento e retorno de amostras à Terra.
A expansão, agora prevista, deverá começar com a adição de um módulo multifuncional, que vai aumentar o espaço destinado a experiências científicas, armazenamento e actividades externas, além de melhorar a capacidade de acoplagem de naves tripuladas e cargueiras.
Especialistas citados pela televisão estatal CCTV referem que o aumento contínuo da actividade científica tem levado a uma saturação progressiva dos espaços disponíveis, tornando necessária a ampliação da infra-estrutura para garantir uma maior eficiência operacional.
Além do reforço científico, a expansão também visa melhorar as condições de habitabilidade dos astronautas, numa fase em que a China prepara missões de maior duração em órbita, incluindo uma experiência que prevê a permanência de um tripulante no espaço durante um ano.
Numa fase posterior, a estação poderá ser expandida até seis módulos, atingindo cerca de 180 toneladas, mais do dobro da sua massa actual, consolidando-se como uma plataforma de investigação de longa duração.
A expansão da Tiangong faz parte da estratégia espacial chinesa para fortalecer a sua presença em órbita terrestre e preparar futuras missões, incluindo o objectivo de enviar astronautas à Lua antes de 2030.
Fonte: Lusa


























































