Moçambique ficou em terceiro lugar no Campeonato Africano de Soldadura, realizado no âmbito da 4.ª Assembleia Anual e Conferência Internacional da Federação Pan-Africana de Soldadura (TWF), em Maputo, um resultado considerado encorajador para o desenvolvimento das competências técnicas no País.
A competição reuniu 19 soldadores de oito países africanos – Angola, Cabo Verde, Etiópia, Moçambique, Nigéria, África do Sul, Senegal e Zimbabué, embora este último não tenha participado devido a circunstâncias imprevistas de última hora. A competição decorreu ao longo de quase três dias no Centro de Formação Profissional da Indústria Metalúrgica (CFPM), com o apoio da TWF, da Associação Industrial de Moçambique (AIMO), da Electro Portugal e de outros parceiros.
Os concorrentes disputaram em três categorias técnicas, que foram avaliadas por um júri independente composto por especialistas de Portugal, da Etiópia e da Nigéria.
O resultado de Moçambique foi alcançado por Armando MacFarlane, que ficou em terceiro lugar na categoria Strong, colocando o País entre os primeiros classificados na competição continental.
Na categoria Small, o terceiro lugar foi atribuído a Adilson Ramos, de Cabo Verde, enquanto na categoria Small & Small a terceira posição foi conquistada pelo etíope Sinatayono. A Etiópia voltou a destacar-se ao assegurar também os segundos lugares em várias categorias.
Durante a cerimónia de encerramento, os organizadores salientaram que o campeonato serviu de plataforma para que os profissionais africanos trocassem experiências e para promover a formação de trabalhadores qualificados.
Os organizadores argumentaram que iniciativas deste tipo contribuem para elevar os padrões de soldadura em todo o continente, reforçar a cooperação entre os países africanos e formar técnicos capazes de responder às exigências de grandes projectos nos sectores da energia, da mineração, das infra-estruturas e da indústria transformadora.
O presidente da Associação Industrial de Moçambique (AIMO), Paulo Chibanga, afirmou que o resultado demonstra que o País possui o talento necessário para competir ao mais alto nível, mas salientou que o desafio agora é transformar esse potencial em capacidade produtiva.
“Esta classificação dá-nos uma grande alegria por sabermos que isso é possível. Agora temos de passar à prática. Queremos que sejam os moçambicanos a construir estas grandes infra-estruturas quando empreendermos projectos de grande escala”, disse.
Texto: Germano Ndlovo




























































