O presidente da Associação Industrial de Moçambique (AIMO), Paulo Chibanga, fez uma avaliação positiva da 4.ª Assembleia Anual e Conferência Internacional da Federação Pan-Africana de Soldadura (TWF), defendendo que o principal desafio agora é traduzir as conclusões do encontro em resultados concretos para a indústria nacional.
Segundo explicou, ao longo da conferência de três dias, os participantes debateram políticas públicas, ciência, formação profissional e desenvolvimento de competências, estabelecendo uma base sólida para o reforço da capacidade técnica do País. “Agora temos de passar à parte prática”, afirmou o responsável.
Chibanga destacou ainda o desempenho de Moçambique no Campeonato Africano de Soldadura, onde o País conquistou o terceiro lugar, salientando que o resultado demonstra o potencial dos profissionais moçambicanos quando recebem formação adequada.
O responsável revelou ainda que o Centro de Formação AIMO aumentou os seus investimentos em equipamento e na formação de formadores, a fim de dar resposta à crescente procura de mão-de-obra qualificada. “O objectivo da instituição é formar cerca de 300 soldadores este ano, aumentando assim a oferta de técnicos certificados para o sector”, disse.
Para o presidente da AIMO, o maior desafio continua a ser garantir uma participação mais activa dos moçambicanos nos grandes projectos de gás, mineração e infra-estruturas. Como referiu, muitas das estruturas metálicas utilizadas nestes projectos continuam a ser fabricadas no estrangeiro devido à falta de capacidade certificada no País.
“Queremos que sejam os moçambicanos a construir estas infra-estruturas quando empreendermos grandes projectos, como a Área 4”, declarou, defendendo políticas que dêem prioridade ao conteúdo local e permitam que as empresas nacionais concorram em pé de igualdade.
Chibanga acrescentou que muitos jovens ainda desconhecem as oportunidades oferecidas pelas profissões na área da soldadura e das áreas técnicas. Por esta razão, considera essencial dar maior ênfase ao ensino técnico e profissional, salientando que as indústrias transformadoras e extractivas dependem principalmente de técnicos qualificados e não apenas de profissionais com diplomas universitários.
Texto: Germano Ndlovo




























































