A força de uma marinha mercante pode não ser um tema que habitualmente domine as manchetes em África, mas desempenha um papel fundamental na forma como os países do continente se defendem em caso de necessidade.
Na sua forma mais básica, uma marinha mercante é constituída por navios comerciais, petroleiros, cargueiros e porta-contentores que transportam mercadorias por todo o mundo.
Segundo o Global Firepower, trata-se de uma frota de embarcações que opera sob controlo civil, mas que pode ser mobilizada caso ecloda um conflito armado.
Por essa razão, as frotas mercantes contribuem para a força global da marinha de um país, uma vez que podem ser utilizadas para transportar tropas e equipamento em tempos de guerra.
Para além disso, representam algo mais amplo: a capacidade de um país gerir o seu próprio comércio e os seus recursos sem depender exclusivamente de companhias de navegação estrangeiras.
A maior parte do comércio africano realiza-se por via marítima, quer na exportação de petróleo e minerais, quer na importação de alimentos e maquinaria.
Quando esses carregamentos dependem sobretudo de embarcações estrangeiras, uma parte significativa dos lucros e do controlo acompanha essas mesmas embarcações.
A construção de uma marinha mercante forte ajuda a alterar essa realidade, permitindo aos países reter mais valor internamente e exercer maior controlo sobre a forma como os seus produtos circulam nos mercados mundiais.
O continente depende fortemente do comércio marítimo, sendo que a grande maioria das importações e exportações, desde petróleo bruto e minerais até alimentos e produtos manufacturados, é transportada por via marítima.
Em última análise, uma poderosa marinha mercante serve mais do que um simples propósito logístico. Constitui uma demonstração de capacidade, independência e ambição, permitindo aos Estados africanos competir de forma mais eficaz na economia mundial e, simultaneamente, proteger os seus interesses nacionais.
Posto isto, seguem-se os países africanos com as marinhas mercantes mais fortes, de acordo com dados do Global Firepower:

Fonte: Business Insider Africa


























































