A Companhia do Pipeline Moçambique-Zimbabwe (CPMZ) participou num workshop estratégico realizado em Harare para discutir a expansão da capacidade dos oleodutos regionais. A iniciativa, presidida pelo Ministério da Energia e Desenvolvimento Energético do Zimbabué, centrou-se nos próximos passos para reforçar a capacidade do corredor energético que liga Moçambique ao país vizinho, lê-se num comunicado citado pelo Club of Mozambique.
Promovido pela CPMZ sob o lema “Lançando as bases para cinco milhões de metros cúbicos e além”, o encontro reuniu representantes governamentais e institucionais com o objectivo de alinhar estratégias para a expansão do oleoduto e reforçar a segurança energética na região.
Durante o workshop, os participantes analisaram o papel estratégico do eixo Beira-Harare no abastecimento energético regional. Neste corredor, a CPMZ é responsável pela operação do troço Beira-Feruka, considerado uma infra-estrutura fundamental para o transporte de combustíveis. O encontro serviu igualmente para consolidar entendimentos sobre o desenvolvimento das infra-estruturas ligadas ao Corredor da Beira.
Os trabalhos foram dirigidos pela secretária permanente do Ministério da Energia e Desenvolvimento Energético do Zimbabué, Gloria Magombo. Participaram também representantes da Petrozim Line (PZL), da Companhia Nacional de Infra-estrutura Petrolífera do Zimbabué (NOIC) e do Fundo de Investimento Mutapa.
Um dos principais temas em debate foi o progresso dos estudos de engenharia destinados a aumentar a capacidade do oleoduto para cinco milhões de metros cúbicos por ano. Segundo os participantes, estes estudos encontram-se numa fase avançada e próximos da sua conclusão.
O workshop avaliou ainda a instalação de novas estações de bombagem e outras intervenções consideradas essenciais para ampliar a capacidade de transporte. Estas melhorias deverão aumentar a eficiência operacional do sistema e reforçar a fiabilidade do corredor energético.
Outro ponto analisado foi o cronograma das obras em ambos os lados da fronteira entre Moçambique e o Zimbabué. O plano prevê o arranque da construção durante o segundo semestre deste ano, enquanto o início das operações comerciais está projectado para o final de 2027.
Os participantes defenderam igualmente a necessidade de uma estratégia comercial conjunta para garantir a plena utilização da capacidade adicional do oleoduto. A visão passa por consolidar Harare como um centro regional de distribuição de combustíveis e reforçar a ligação do Corredor da Beira aos mercados do Zimbabué, Zâmbia, Botsuana, República Democrática do Congo, Maláui e outros países do interior da África Austral.
No final do encontro, os participantes destacaram que o alinhamento alcançado reforça a convicção comum da CPMZ, do Governo do Zimbabué e dos restantes parceiros de que a segurança do abastecimento regional de combustíveis depende de uma cooperação estreita e coordenada. Esta colaboração deverá contribuir para consolidar o Corredor da Beira como uma das soluções logísticas mais seguras, eficientes e competitivas da África Austral.



























































