O Presidente da República (PR), Daniel Chapo, defendeu esta quinta-feira (25), em Maputo, um combate firme à corrupção e ao extremismo violento como condição essencial para a independência económica e o desenvolvimento de Moçambique. A posição foi manifestada durante as celebrações dos 51 anos da independência nacional.
Na ocasião, o chefe de Estado sublinhou que a independência económica não depende apenas do crescimento da produção e da geração de riqueza, mas também da integridade na gestão da coisa pública. “A independência económica também exige ética e integridade pública, bem como responsabilidade colectiva. Precisamos por isso de combater com firmeza todos os males que enfraquecem o Estado e atrasam o desenvolvimento nacional, nomeadamente a corrupção, que corrói a confiança”, afirmou.
Daniel Chapo destacou igualmente o papel das Forças de Defesa e Segurança no combate ao extremismo violento que afecta a província de Cabo Delgado desde 2017. Segundo o Presidente, a paz e a unidade nacional continuam a ser pilares fundamentais para o desenvolvimento e a estabilidade do País.
Neste contexto, apelou aos moçambicanos para adoptarem valores que considerou essenciais para o progresso nacional. “Assim, apelamos a todos os moçambicanos para que façam da honestidade, integridade, patriotismos, competência e da responsabilidade valores inegociáveis da nossa vida nacional”, declarou.
O Presidente defendeu igualmente um combate determinado ao desvio e ao mau uso dos recursos públicos, práticas que, segundo referiu, retiram oportunidades ao povo moçambicano. Criticou ainda a indiferença perante o sofrimento colectivo, por considerar que enfraquece a nação e compromete o bem-estar comum.
Prosseguindo a sua intervenção, Daniel Chapo afirmou que nenhuma nação se torna “verdadeiramente soberana, independente e livre” quando depende permanentemente da renda, riqueza e apoio produzidos por outros países. Para o chefe de Estado, a verdadeira soberania exige capacidade de produzir riqueza e assegurar o próprio desenvolvimento.
“Nenhum povo alcança prosperidade sustentável se importar tudo e produzir pouco para o seu autossustento e para a exportação que possa gerar divisas para o nosso país. Nenhuma juventude realiza plenamente os seus sonhos sem oportunidade de criar, inovar e transformar os recursos nacionais em prosperidade colectiva para o nosso povo”, frisou.
As celebrações dos 51 anos da independência de Moçambique ficaram também marcadas pela condecoração de figuras que se destacaram na luta de libertação nacional e no desenvolvimento do País. A independência de Moçambique foi proclamada por Samora Machel nas primeiras horas de 25 de Junho de 1975, após a luta contra o regime colonial português, iniciada em 25 de Setembro de 1964.
Fonte: Lusa



























































