O Fundo Empresarial da Cooperação Portuguesa (FECOP) vai reforçar o acesso ao financiamento para micro, pequenas e médias empresas (MPME) moçambicanas através da assinatura de contratos de operacionalização com o Banco Internacional de Moçambique (Millennium bim), o Banco Comercial e de Investimentos (BCI) e o Vista Bank Moçambique.
Segundo um comunicado da Embaixada de Portugal no País, a formalização da parceria terá lugar esta quarta-feira, 24 de Junho, em Maputo, numa cerimónia promovida pelo FECOP e destinada a criar novas oportunidades de financiamento para empresas e associações ou cooperativas de produtores moçambicanos.
“O FECOP resulta da cooperação financeira entre os governos de Moçambique e Portugal e dispõe de uma dotação de aproximadamente 17 milhões de euros destinada a apoiar o desenvolvimento do sector privado nacional. O mecanismo procura reduzir as barreiras de acesso ao crédito e fortalecer o tecido empresarial através de instrumentos de garantia financeira, assistência técnica e subvenções”, lê-se no documento.
Com a entrada do BIM, BCI e Vista Bank na operacionalização do fundo, as empresas interessadas poderão submeter candidaturas directamente através da rede de balcões destas instituições financeiras, ampliando a cobertura geográfica e a capacidade de resposta do programa.
Segundo os promotores da iniciativa, o objectivo é disponibilizar às MPME um instrumento adicional de financiamento que lhes permita expandir as suas actividades económicas, aumentar a criação de valor e gerar mais postos de trabalho no País.
O fundo conta com o apoio institucional do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, do Instituto para a Promoção das Pequenas e Médias Empresas (IPEME) e da Associação Moçambicana de Bancos (AMB), entidades que colaboram na implementação e acompanhamento do programa.
A iniciativa surge numa altura em que o acesso ao financiamento continua a ser apontado como um dos principais constrangimentos ao crescimento das PME em Moçambique, particularmente para empresas de menor dimensão e cooperativas agrícolas, que enfrentam maiores dificuldades na obtenção de crédito junto da banca comercial.



























































