A empresa mineira britânica Vedanta Resources vai alienar uma pequena parte de um dos seus activos para angariar fundos destinados às suas operações mineiras na Zâmbia. A companhia anunciou recentemente a intenção de vender 11,8% da sua subsidiária norte-americana CopperTech Metals Inc., o equivalente a cerca de 23,5 milhões de acções.
O anúncio surge na sequência do pedido apresentado este mês pela Vedanta para a sua cotação na Bolsa de Nova Iorque. As receitas líquidas da operação poderão atingir 429 milhões de dólares, dos quais 372 milhões serão canalizados para o desenvolvimento do complexo mineiro de cobre da empresa na Zâmbia.
Para garantir financiamento para a sua subsidiária Konkola Copper Mines (KCM), a empresa mineira criou, no ano passado, a CopperTech nos Estados Unidos da América (EUA), segundo informações divulgadas pela Bloomberg.
Após a resolução de um prolongado diferendo com o Governo zambiano, a Vedanta, controlada pelo multimilionário indiano Anil Agarwal, recuperou em 2024 a sua participação de 80% na KCM.
Os fundos obtidos destinam-se à conclusão do projecto subterrâneo Konkola Deep, considerado essencial para atingir a meta de produção anual de 270 mil toneladas de cobre.
As minas da Vedanta na Zâmbia são “uma das poucas operações posicionadas para ajudar a satisfazer a procura norte-americana de cobre”, refere a CopperTech no seu prospecto.
A empresa afirma estar preparada para “tirar partido do que acreditamos ser um ciclo sem precedentes de procura de cobre”.
A CopperTech espera alcançar uma valorização de até 3,6 mil milhões de dólares quando se estrear na Bolsa de Nova Iorque sob o símbolo CUX. A empresa definiu um plano ambicioso de expansão para a KCM, que envolve investimentos de vários milhares de milhões de dólares com vista a aumentar significativamente a produção de cobre nos próximos anos.
“O anúncio surge na sequência do pedido apresentado este mês pela Vedanta para cotação na Bolsa de Nova Iorque. As receitas líquidas da operação poderão atingir 429 milhões de dólares, dos quais 372 milhões serão aplicados no desenvolvimento do complexo mineiro de cobre da empresa na Zâmbia”
A mobilização de financiamento surge numa altura em que a procura mundial por cobre continua a aumentar, impulsionada pelos investimentos em infra-estruturas de Inteligência Artificial (IA), modernização das redes eléctricas, veículos eléctricos e outras iniciativas de electrificação.
O cobre tornou-se um dos minerais estratégicos mais procurados do mundo devido ao seu papel fundamental na transição energética. No ano passado, a Zâmbia produziu um volume recorde de 890 mil toneladas de cobre.
Segundo um relatório do Governo zambiano, “o volume acumulado das exportações de cobre refinado entre Janeiro e Fevereiro de 2026 atingiu 155,3 mil toneladas métricas, contra 140 mil toneladas no mesmo período de 2025, representando um aumento de 10,9%”.
Fonte: Business Insider Africa


























































