Um grupo de cientistas da Academia Chinesa de Engenharia desenvolveu um método experimental que permite transmitir energia sem fios a partir do espaço para a Terra, através do projecto “Zhuri”, também conhecido como “Chasing the Sun”, em fase de testes na China.
O projecto é liderado pelo engenheiro Duan Baoyan, da Universidade de Xidian, e tem como objectivo testar tecnologias de energia solar espacial e de transmissão de energia por micro-ondas.
Actualmente, o sistema já conseguiu realizar transferências de energia sem fios ao nível dos quilowatts ao longo de centenas de metros, incluindo testes bem-sucedidos com alvos em movimento. Para isso, os investigadores utilizam uma torre metálica com 75 metros de altura, que serve como principal infra-estrutura de ensaio.
A tecnologia baseia-se no conceito de instalar grandes painéis solares em órbita, onde podem captar energia de forma contínua, sem interferência da atmosfera ou das alternâncias entre o dia e a noite. Segundo os cientistas, a intensidade da radiação solar no espaço pode atingir cerca de 1360 watts por metro quadrado, valor superior ao registado à superfície da Terra.
O sistema funciona em três etapas: a energia solar é captada por painéis fotovoltaicos, convertida em electricidade, transformada em microondas e posteriormente transmitida para antenas receptoras, que a convertem novamente em electricidade utilizável.
Os investigadores explicam que o projecto evoluiu de transmissões fixas para um sistema capaz de fornecer energia a múltiplos alvos em movimento, através de um controlo preciso do feixe energético em tempo real.
Segundo a equipa, no futuro, esta tecnologia poderá permitir a transmissão de energia a longas distâncias, reduzir a dependência de combustíveis fósseis, diminuir as emissões de carbono e até alimentar infra-estruturas e sistemas espaciais.
O plano do projecto prevê a realização de testes em órbita e a construção de uma estação de energia com capacidade ao nível dos megawatts até 2030, com o objectivo de alcançar sistemas de nível gigawatt até 2050.
Fonte: TV Brics


























































