O programa “Be Like a Woman”, uma iniciativa da EY e da New Faces New Voices, organização integrante do Graça Machel Trust, promoveu, em Maputo, uma sessão dedicada ao fortalecimento do empreendedorismo feminino, reunindo empreendedoras e líderes do sector financeiro no auditório do Banco Comercial e de Investimentos (BCI). A iniciativa reafirmou o compromisso das entidades envolvidas com a promoção do desenvolvimento económico inclusivo e sustentável em Moçambique.
Segundo uma nota enviada ao Diário Económico, a sessão decorreu na sequência do desafio lançado pelo presidente da Comissão Executiva do BCI, Francisco Costa, durante a cerimónia de encerramento da 3.ª edição do programa, no qual incentivou as empreendedoras a apresentarem os seus projectos directamente à administração do banco, parceiro estratégico da iniciativa desde a sua primeira edição.
A sessão, considerada pioneira de Pitch no sector financeiro, criou um espaço estruturado de diálogo entre empreendedoras e decisores financeiros, permitindo que sete participantes das três edições do programa apresentassem os seus modelos de negócio e estratégias de crescimento ao Conselho de Administração do BCI.
Na ocasião, Bruno Dias, sócio-gerente da EY Moçambique, destacou que a iniciativa vai além da capacitação, destacando o seu papel na promoção de um ecossistema mais inclusivo e dinâmico.
“O Be Like a Woman é mais do que um programa de capacitação – é uma plataforma de transformação económica e social. As empreendedoras que aqui se apresentam demonstram não apenas visão empresarial, mas também capacidade de gerar impacto, através da criação de emprego, da inovação e da contribuição efectiva para a economia nacional”, sublinhou, acrescentando ainda que a diversidade dos projectos apresentados evidenciam uma crescente maturidade empresarial, assente em práticas alinhadas com padrões internacionais e numa visão sustentável de crescimento, reforçando a relevância da continuidade e expansão do programa.
Por sua vez, o presidente da Comissão Executiva do BCI, Francisco Costa, elogiou a qualidade das apresentações e a relevância das iniciativas para o desenvolvimento económico do País. “A qualidade das apresentações impressionou-nos a todos. É muito bom ver Moçambique com esta capacidade de criar valor. É magnífico”, afirmou, alertando também para a importância de uma gestão criteriosa do risco e de uma atenção permanente à dinâmica dos mercados.
As sete empreendedoras que apresentaram os seus projectos foram: Rovuma Tech, de Shelzia Mucavele; Bindzu Agrobusiness, liderada por Márcia Maposse; MIRATEX, de Amirah Adam; Cruz Trading, de Maimuna Cutane; Xa Nene, de Dita Mpfumo Silvia Mathe; Chonguile School, de Célia Chambe; e Crespolândia, de Verónica Mandua.
De acordo com a nota, através do “Be Like a Woman”, a EY reforça o seu papel como catalisadora de colaboração entre diferentes actores do ecossistema do sector privado, de instituições financeiras e empreendedoras, ao promover a inclusão económica das mulheres e o seu acesso a oportunidades de crescimento e liderança.
O programa consolida-se assim como uma plataforma estruturante para o desenvolvimento de competências, criação de oportunidades e aceleração de negócios liderados por mulheres, contribuindo activamente para uma economia mais resiliente, diversificada e inclusiva em Moçambique.




























































