O mercado de combustível para a aviação está a reequilibrar-se graças ao aumento da produção nas refinarias e das exportações, o que ajudou a aliviar os receios de uma escassez significativa, segundo o relatório mensal divulgado esta quarta-feira (17) pela Agência Internacional de Energia (AIE).
“As preocupações com uma eventual insuficiência de combustível para a aviação antes da época alta de viagens de Verão diminuíram significativamente nas últimas semanas”, refere o relatório.
De acordo com a Reuters, em Março, as refinarias dos Estados Unidos da América (EUA) e da Europa produziram mais de dois milhões de barris por dia e 1,3 milhão de barris por dia de combustível para aviação, respectivamente. A produção continuou a aumentar em Abril e Maio.
As exportações norte-americanas para a Europa atingiram níveis recorde, acompanhando uma produção também recorde, enquanto as reservas internas de combustível para aviação nos Estados Unidos permanecem acima da média, reforçando a disponibilidade do produto para exportação.
A Nigéria foi igualmente um importante exportador de combustível para aviação para a Europa, segundo a AIE.
As importações provenientes da Nigéria ascenderam a 127 mil barris por dia até ao momento em Junho, de acordo com dados da Kpler – empresa de tecnologia global que fornece inteligência de dados, análise e rastreamento em tempo real para os mercados de commodities. No caso dos EUA, o volume situou-se em 136 mil barris por dia.
Na Europa, as margens mais elevadas de refinação dos destilados médios impulsionaram o aumento da actividade em vários países, incluindo Itália, Noruega e Dinamarca. O fim dos trabalhos de manutenção em refinarias da Polónia, Bélgica e Alemanha também contribuiu para elevar a produção.
A AIE destaca que o aumento da produção de combustível para aviação não ocorreu à custa da produção de gasóleo, sugerindo que as refinarias recorreram a maiores quantidades de matérias-primas com baixo teor de enxofre para processamento através da capacidade de hidrocracking.
“O combustível para aviação continua a apresentar preços suficientemente elevados para sustentar a sua quota na produção total de derivados, com a diferença de preço face ao gasóleo a regressar para níveis próximos dos registados antes do conflito, apesar de as margens do gasóleo permanecerem próximas dos 40 dólares por barril”, refere o relatório.

























































